- Boulos admite que deixar o PSOL para o PT pode comprometer a continuidade do partido, com risco de perder quadros e enfrentar dificuldades com a cláusula de barreira.
- A decisão sobre a possível saída será tomada até 4 de abril, prazo para mudanças partidárias antes do registro de candidaturas.
- A decisão ocorre após dissidência do PSOL criticar a migração, alegando que o movimento abriria mão de princípios da sigla para apoiar o grupo de Lula.
- A carta dos dissidentes sustenta que a decisão já teria sido tomada no fim do ano passado e questiona a condução política do processo.
- Dentro do PSOL houve resistência à federação com o PT, com líderes que passaram a defender a permanência na federação com a Rede Sustentabilidade; mesmo assim o partido segue apoiando Lula na reeleição.
O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, sinalizou que a possível saída do PSOL para o PT pode comprometer o futuro da legenda, já que a debandada poderia reduzir quadros e colocar em risco a cláusula de barreira. A avaliação ocorre em meio a críticas recebidas por dissidência do próprio partido.
Boulos informou que a decisão sobre a migração deverá ficar clara até 4 de abril, prazo final para mudanças partidárias antes do registro de candidaturas. O debate, segundo o ministro, envolve a definição do papel da esquerda no Brasil e a necessidade de ampliar a base eleitoral.
Crise interna e dissidência no PSOL
A tensão interna ganhou contornos após uma ala dissidente publicar uma carta de crítica à eventual migração de Boulos e aliados para o PT. O grupo sustenta que a saída seria alinhada a uma estratégia de federação que minimizaria desgastes.
A carta questiona a condução do processo e aponta que a decisão já teria sido tomada no fim do ano passado, defendendo que a Federação com o PT serviu como narrativa para evitar volátil desgaste político.
Divergências internas sobre federação e apoio a Lula
A proposta de federação com o PT não teve apoio unânime dentro do PSOL. Lideranças como Sâmia Bomfim, Luiza Erundina, Glauber Braga e Chico Alencar se posicionaram contra a adesão, defendendo manter a federação com a Rede Sustentabilidade.
Apesar das divergências, o PSOL decidiu manter o apoio à reeleição de Lula, entendendo a estratégia como parte de um enfrentamento à esquerda do espectro político, no cenário nacional.
Perfil de Boulos e contexto político
Filiado ao PSOL desde 2018, Boulos ganhou notoriedade nacional ao disputar a presidência da República e, posteriormente, a prefeitura de São Paulo. A conversa sobre a possível mudança ocorre em meio a críticas internas recentes e à tensão entre grupos no partido.
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