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CNJ apura conduta de desembargador acionado por tenente-coronel em SP

CNJ investiga conduta de desembargador do TJSP acionado pelo tenente-coronel no caso de feminicídio; apuração tramita em sigilo

CNJ abriu o Pedido de Providências para apurar ação de desembargador Cogan, do TJSP
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  • O CNJ abriu um Pedido de Providências para apurar a conduta do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo, após ser acionado pelo tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto para ir ao apartamento onde a policial militar Gisele Alves Santana foi encontrada morta em fevereiro.
  • O pedido foi registrado na última quinta-feira (19) junto ao TJSP e tramita em sigilo.
  • A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) foi quem apresentou a representação ao CNJ, justificando a necessidade de investigar a atuação do magistrado.
  • Segundo a investigação policial, Cogan esteve no apartamento no dia 18 de fevereiro a pedido do tenente-coronel, que afirmou ser amigo do magistrado.
  • A defesa do desembargador não se manifestou no momento; a Justiça paulista afirmou não se posicionar sobre questões que tramitam em outros órgãos.

O CNJ abriu uma investigação para apurar a conduta do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do TJSP. O órgão recebeu a representação feita pelo tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que acionou o magistrado para ir ao apartamento onde a policial militar Gisele Alves Santana foi encontrada morta em fevereiro. O pedido tramita em segredo de Justiça.

A investigação envolve a atuação de Cogan após ele ter sido acionado pelo oficial, que afirmou manter uma relação de amizade com o magistrado. O pedido ocorreu na quinta-feira passada junto ao TJSP, buscando esclarecer eventuais influências no caso e preservar a imparcialidade do Judiciário. A Justiça paulista comunicou que não comenta processos que tramitam ou possam tramitar em outros órgãos.

Envolvidos e contexto

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido de Gisele Santana, relatou ter telefonado ao desembargador para que este comparecesse ao local do fato. Em resposta, Cogan disse ter sido chamado como amigo do coronel após os fatos e que prestará esclarecimentos à Polícia Judiciária, se necessário.

A CNN Brasil apurou que Cogan esteve no apartamento no dia 18 de fevereiro, dia em que a policial foi encontrada morta no centro de São Paulo. O caso está sob apuração policial e o CNJ atua para avaliar a conduta do magistrado. A defesa de Cogan não comentou o episódio até o momento.

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