- O conselho do PSD escolheu Ronaldo Caiado como favorito para disputar a Presidência após a desistência de Ratinho Júnior.
- Caiado aparece com uma leve vantagem sobre Leite na pesquisa Quaest de 11 de março de 2026 (4% contra 3%, margem de erro de 2 pontos).
- O governador de Goiás viajou a São Paulo para reunião com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
- A expectativa é de que o PSD anuncie o nome até sexta-feira, 27 de março de 2026.
- Ratinho Júnior era visto como favorito antes da desistência, com fatores como Moro no cenário e fragilidade de apoio a um eventual sucessor no Paraná influenciando a decisão.
O PSD escolheu Ronaldo Caiado como favorito para disputar a Presidência, após a desistência de Ratinho Júnior. A definição ocorreu no âmbito de decisões do conselho interno da sigla, segundo apuração do Poder360.
Caiado passou a liderar a pretensão da legenda mesmo com empate técnico nas intenções de voto, apresentando vantagem marginal sobre Leite na pesquisa Quaest de 11 de março de 2026. O governador gaúcho também sinalizou a possibilidade de disputar o Senado.
Nesta terça-feira, Caiado viajou a São Paulo pela manhã para reunião com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. O encontro entre Kassab e Leite está marcado para quarta-feira, no fim da tarde, conforme a assessoria do partido.
As articulações integram o processo de escolha formal do candidato que representará o PSD no Planalto em 2026. A previsão é anunciar o nome até a sexta-feira, 27 de março de 2026, conforme fonte do partido.
RATINHO JUNIOR ERA VISTO COMO FAVORITO
Antes da desistência, Ratinho Júnior era apontado por lideranças e parlamentares como pré-candidato “fortíssimo” à Presidência, com maior densidade interna e tempo de filiação. A avaliação era de apoio quase unânime entre membros da sigla.
A decisão de abrir mão da disputa foi motivada por dificuldades políticas no Paraná e pela pressão de desdobramentos que poderiam comprometer a eleição de aliados ao governo local e ao Senado. A fragilidade na sucessão no Paraná também pesou.
Outro fator foi o descolamento de apoios de outros partidos, como o Novo, além do fortalecimento de outros concorrentes no estado. A ausência de nomes competitivos para o Senado também influenciou a escolha de permanecer no cargo.
Em resumo, a decisão de Ratinho Júnior visou preservar capital político até 2026, permitir a rearticulação interna contra rivais como Moro e manter a viabilidade de alianças proporcionais, ainda sem consolidar um sucessor viável ao governo estadual.
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