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Fernanda Machiavelli assume Ministério do Desenvolvimento Agrário

Fernanda Machiavelli assume o Ministério do Desenvolvimento Agrário; Teixeira deixa o cargo para disputar deputado federal, com prazo de desincompatibilização em abril

A ministra substituta do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiavelli, fala na abertura da Cúpula Social do Mercosul, no Museu do Amanhã.
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  • Fernanda Machiavelli, secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário, assume o comando da pasta, substituindo Paulo Teixeira, que disputará as eleições de deputado federal em outubro.
  • O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, em Brasília.
  • O prazo de desincompatibilização para quem disputa cargo eletivo vence no dia 4 de abril, seis meses antes do pleito.
  • Machiavelli é formada em ciências sociais pela USP, com mestrado e doutorado na mesma instituição, e atua no MDA desde 2023.
  • Lula destacou números do governo para a agricultura familiar, como renegociação de dívidas de 507 mil agricultores no Desenrola Rural, além de avanços em títulos de terras quilombolas e no PNRA.

Fernanda Machiavelli assume o comando do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) nos próximos dias, substituindo Paulo Teixeira, que disputará a eleição para deputado federal em outubro. O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CNDRSS), em Brasília.

O prazo de desincompatibilização de cargos públicos vence em 4 de abril, seis meses antes do pleito. Lula indicou que manterá no cargo pessoas que já atuam no governo para facilitar o trabalho. Machiavelli deverá cumprir os nove meses restantes do atual mandato presidencial.

Fernanda Machiavelli é formada em ciências sociais pela USP, com mestrado e doutorado na mesma instituição. Atua como secretária-executiva do MDA desde o início do terceiro mandato de Lula, em 2023, sendo uma servidora pública de carreira.

Conjuntura no governo e balanço sobre a agricultura familiar

Durante a CNDRSS, o presidente destacou números do governo relativos à agricultura familiar. Entre os dados, o Desenrola Rural renegociou dívidas de 507 mil agricultores, envolvendo cerca de R$ 23 bilhões. O Plano Safra já realizou aproximadamente 1 milhão de operações, com R$ 37 bilhões contratados, ainda com 1 milhão de contratos pendentes até o fim do ano.

Lula também informou avanços em terras quilombolas e no PNRA. Foram concedidos 32 títulos e assinados 60 decretos, beneficiando 10,1 mil famílias em 271 mil hectares. No PNRA, o número de famílias atendidas nos últimos três anos alcançou 234 mil.

Contexto institucional e desdobramentos

O presidente elogiou a atuação de Paulo Teixeira à frente do MDA e a gestão do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, sob César Aldrighi. Houve reconhecimento a lideranças de movimentos pela terra e de comunidades quilombolas presentes no evento.

Em tom político, Lula reforçou canais de diálogo com essas lideranças, ressaltando a existência de espaço para divergências dentro da prática institucional. A fala enfatizou a continuidade de ações governamentais ligadas à reforma agrária e à soberania nacional.

Desafios e agenda regional

Lula também tratou de cenários internacionais, destacando riscos à democracia e a ascensão de grupos extremistas. O presidente mencionou a importância de manter soberania sobre terras raras e minerais críticos, sob o cuidado de conselhos específicos e do estado brasileiro.

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