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Moraes concede prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro por 90 dias

Moraes concede prisão domiciliar humanitária a Jair Bolsonaro por noventa dias, com tornozeleira eletrônica e sem celular, reavaliação ao fim do período

Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar humanitária a Jair Bolsonaro por 90 dias
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  • O ministro Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária a Jair Bolsonaro por noventa dias a partir da alta hospitalar.
  • Durante o regime, Bolsonaro deverá usar tornozeleira eletrônica e não poderá ter acesso ao celular.
  • Ao fim do prazo, a medida será reavaliada e poderá haver nova perícia médica para prorrogação ou retorno ao presídio.
  • Moraes disse que o ambiente domiciliar é mais indicado para a recuperação da pneumonia nos dois pulmões, considerando a saúde do ex-presidente.
  • A Polícia Militar fiscalizará a medida; houve proibição de celular, redes sociais, gravações, visitas e manifestações em raio de até um quilômetro da residência, e foi concedido alvará de soltura, com repercussões públicas de familiares.

O ministro Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária a Jair Bolsonaro por 90 dias, iniciando após a alta hospitalar. A medida será reavaliada ao final do período, com possibilidade de prorrogação conforme avaliação médica.

Bolsonaro, que completou 71 anos, tem pneumonia em dois pulmões e apresenta melhora clínica, mas ainda não tem previsão de alta. A decisão segue entendimento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que defendia o regime domiciliar.

Entre as regras impostas, o ex-presidente deverá usar tornozeleira eletrônica, não poderá ter acesso ao celular e não poderá gravar ou usar redes sociais. A Polícia Militar ficará responsável pela fiscalização e pela segurança da residência.

Após o período de 90 dias, novos exames determinarão se há continuidade da prisão domiciliar ou retorno ao regime anterior. Também há proibição de visitas sem autorização e de eventuais manifestações em raio de até um quilômetro da residência.

Alvará de soltura foi concedido pelo ministro, que também criticou a conduta de Bolsonaro por não ter buscado atendimento médico de imediato. Michelle Bolsonaro comemorou a decisão, enquanto Carlos Bolsonaro afirmou sentir alívio, mas destacou que a medida não representa justiça.

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