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Moraes concede prisão domiciliar temporária a Bolsonaro por questões de saúde

Moraes autoriza prisão domiciliar temporária a Bolsonaro por 90 dias ao receber alta, após pneumonia; reavaliação ao fim do período

Jair Bolsonaro: ex-presidente, de 71 anos, foi internado no início do mês. (Foto: Maira Erlich/Bloomberg)
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  • O ministro Alexandre de Moraes autorizou Jair Bolsonaro a cumprir, de forma temporária, a pena por conspiração golpista em regime de prisão domiciliar por noventa dias após alta hospitalar, devido à piora de saúde.
  • A decisão prevê que o regime domiciliar comece quando Bolsonaro receber alta de um hospital em Brasília, para a recuperação de uma pneumonia, com reavaliação ao fim do período.
  • Bolsonaro deixou a unidade de terapia intensiva na segunda-feira, mas permanece internado.
  • Ele foi condenado no ano passado por tentar permanecer no poder após a derrota nas eleições de dois mil e vinte e dois; promotores afirmaram que o plano incluía a possibilidade de assassinato de Lula, do vice e de Moraes.
  • Moraes já havia rejeitado pedidos anteriores para a prisão domiciliar; familiares e aliados pressionaram pela medida, com apoio de outros ministros do Supremo.

A Justiça autorizou Jair Bolsonaro a cumprir temporariamente prisão domiciliar por 90 dias, em regime doméstico, assim que receber alta médica. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em meio a problemas de saúde do ex-presidente.

Segundo a determinação, Bolsonaro poderá deixar a prisão para ficar em casa assim que ocorrer a alta de um hospital em Brasília, visando a recuperação de uma pneumonia. Moraes destacou que reavaliará o pedido ao fim do período.

O ex-presidente, de 71 anos, vinha internado desde o início do mês; ele já havia deixado a Unidade de Terapia Intensiva, mas permanece hospitalizado. Bolsonaro foi condenado no ano passado por forma de obstrução do poder após a eleição de 2022.

A decisão ocorre após repetidos pedidos dos familiares e apoiadores para a colocação do regime domiciliar, já rejeitados em momentos anteriores. Outros ministros do STF já defendiam a possibilidade, diante da saúde do condenado.

Contexto do caso

A pena de Bolsonaro, de 27 anos, envolve tentativa de manter-se no poder após a derrota eleitoral de 2022. Promotores apontam que o plano incluía imunidades e danos à ordem democrática, incluindo suposta intenção de agressões contra autoridades.

A entrega de prerrogativas residenciais vem em meio a tensões políticas no país e a pressão de aliados para facilitar a estratégia de defesa do ex-presidente perante o tribunal. O tema segue sob forte escrutínio público.

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