- Sérgio Moro formalizou a filiação ao Partido Liberal (PL) para disputar o governo do Paraná, em ato realizado em Brasília no dia 24.
- Moro elogiou o governador Ratinho Junior, mas defendeu mudanças para o estado; a filiação marca rompimento do PL com o atual governo paranaense.
- O evento contou com o pré-candidato à presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, e com deputados da bancada, que reforçaram apoio à chapa de Moro.
- A chapa de Moro para o Senado deve incluir Felipe Barros (PL-PR) e Deltan Dallagnol (NOVO-PR), em formato “Lava Jato” no estado.
- O movimento ocorre em meio a histórico de relacionamento conturbado entre Moro e o PL, que já chegou a pedir cassação do mandato dele no passado.
Sergio Moro (PL-PR) oficializou nesta terça-feira a filiação ao Partido Liberal para disputar o governo do Paraná nas eleições de outubro. O ato ocorreu em Brasília, com Moro apresentando planos de mudanças para o estado, sem citar alianças definidas.
O senador destacou que irá manter aspectos positivos do governo Ratinho Júnior (PSD) e buscar mudanças para uma gestão de excelência. A filiação sinaliza rompimento do PL com o governador, segundo aliados de Ratinho.
O evento contou com a presença de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência, além de parlamentares do PL. Flávio reforçou apoio a Moro e à estratégia nacional do partido no Paraná.
Moro assegurou espaço para Flávio no estado, afirmando que o Paraná terá papel relevante no projeto presidencial. O senador também destacou o compromisso de viabilizar uma vitória ampla para o conjunto da chapa.
Logo no início, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, apresentou a chapa de Moro para o Senado no Paraná, com Felipe Barros (PL-PR) e Deltan Dallagnol (NOVO-PR) como candidatos. A composição é apresentada como uma referência à operação Lava Jato.
A chapa Lava Jato no Paraná busca repetir o eixo de Moro como juiz e Deltan como procurador, segundo o partido. A estratégia visa ampliar a presença do PL no estado em disputa nacional.
Histórico recente: Moro já foi adversário do PL. Em 2023, a legenda pediu cassação do mandato sob alegações de abuso de poder político e econômico. O TRE do Paraná, no entanto, inocentou Moro. O caso segue em outras instâncias.
Moro assumiu o Ministério da Justiça após a eleição de Jair Bolsonaro em 2018, deixando o cargo em abril de 2020. A saída ocorreu após a troca do diretor-geral da Polícia Federal. Em 2022, Moro apoiou Bolsonaro no pleito.
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