- O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o policial civil Robson Bento de Oliveira, o guarda municipal Bruno Ferreira da Silva e o empresário Diego Vianna de Souza e Silva por envolvimento em esquema comandado por Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó dos Bitcoins.
- A denúncia foi apresentada pelo Gaeco e recebida pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa.
- Robson e Bruno são acusados de violação de sigilo funcional; Robson também responde por corrupção passiva, enquanto Diego atuava como investidor e captador de novos interessados no esquema.
- A Justiça determinou o afastamento temporário de Robson e Bruno de suas funções na Polícia Civil e na Guarda Municipal.
- Em contexto relacionado, Glaidson foi condenado em outubro de 2025 a dezenove anos e dois meses de prisão por organização criminosa e corrupção ativa, ligada à GAS Consultoria e Tecnologia; a operação Novo Egito de 2022 investigou o caso.
Um policial civil, um guarda municipal e um empresário foram denunciados e viraram réus em um esquema criminoso liderado por Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó dos Bitcoins. A denúncia foi apresentada pelo Gaeco do Ministério Público do Rio de Janeiro e recebida pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa. Data divulgada: esta terça-feira (24).
Segundo o MP, Robson Bento de Oliveira, Bruno Ferreira da Silva e Diego Vianna de Souza e Silva atuavam na organização liderada por Glaidson, exercendo funções distintas no esquema. Robson e Bruno, conforme a denúncia, violaram sigilo funcional ao acessar dados do Infoseg para identificar concorrentes. Robson também é processado por corrupção passiva.
Diego Vianna, além de investir recursos próprios, atuava como captador de novos investidores. A Justiça determinou o afastamento temporário de Robson da Polícia Civil e de Bruno da Guarda Municipal. O Faraó dos Bitcoins já havia sido condenado, em outubro de 2025, a 19 anos e 2 meses de prisão por organização criminosa e corrupção ativa.
Condenação anterior e desdobramentos
Glaidson e Daniel Aleixo Guimarães, o Dany Boy, foram condenados em outubro do ano passado, no âmbito da Operação Novo Egito de 2022, segundo o Gaeco/MPRJ. A ação apontou pagamento de propina a policiais para favorecimento de empresa da GAS Consultoria e Tecnologia.
A denúncia de 2021 traz ainda que a organização teria gasto cerca de R$ 150 mil para atrair investigações contra concorrentes, com recursos destinados a policiais civis. Revele-se que as conversas interceptadas fundamentaram o pagamento autorizado por Glaidson a Daniel Aleixo.
Na época, a CNN Brasil tentou contato com as defesas de Gladson e Daniel para posicionamento, sem sucesso. Outras informações públicas apontam que a GAS atuava na Região dos Lagos com atividades criminais associadas.
Desdobramentos atuais
O MP afirma que Robson, Bruno e Diego integravam a rede criminosa com funções específicas ligadas às atividades de Glaidson. O espaço para defesa continua aberto, sem conclusão sobre o andamento dos recursos.
A investigação segue em curso, com novas apurações previstas no âmbito da ação penal e de medidas cautelares já adotadas. As autoridades não divulgaram novos prazos para decisões judiciais.
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