- O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, disse que o prazo para Ratinho Junior integrar a chapa de Flávio Bolsonaro terminou na semana passada (data informada: 24 de março de 2026).
- Havia torcida interna no PL para Ratinho ser vice, com parte do partido avaliando que ele poderia transferir votos ao filho de Jair Bolsonaro.
- Ratinho Junior decidiu encerrar seu mandato em dezembro de 2026 e não disputará a indicação de presidente dentro do PSD.
- O ex-juiz Sérgio Moro é apontado como potencial aliado que poderia fortalecer o palanque, mas há acordo interno no PSD de apoiar o candidato escolhido para Planalto.
- A desistência foi motivada pelo risco de ficar sem sucessor viável no Paraná, pelo avanço de Moro e pela falta de apoio de outros partidos, como o Novo.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou ao Poder360 que o prazo para o governador do Paraná Ratinho Júnior (PSD) integrar como vice a chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terminou na semana passada. A informação aponta para o fim de tratativas formais entre as siglas.
Segundo Cavalcante, parte do PL defendia Ratinho Júnior como cabeça de chapa, por sua capacidade de transferir votos ao filho de Jair Bolsonaro. O deputado disse que o apoio do governador à campanha de Flávio seria bem‑vindo, sinalizando convergência ideológica.
Ele também citou acordo interno no PSD de que pré-candidatos não escolhidos para a Presidência devem apoiar o nome definido pela sigla. A leitura interna é de que Ratinho Júnior não avançou na montagem da chapa.
Ratinho Junior era visto como favorito
Na véspera da decisão, Ratinho Júnior já havia decidido encerrar o mandato em dezembro de 2026 e não participaria da disputa interna do PSD pela Presidência. O Paraná era visto como área de atuação estratégica para o partido.
O ex‑governador de Santa Catarina, Jorge Bornhausen, afirmou que Kassab confirmou a possibilidade de Ratinho Júnior disputar o Planalto. Parlamentares do PSD destacavam o maior desempenho do governador em pesquisas internas.
Mor no e falta de sucessor motivaram a desistência
A decisão também envolve o risco de não viabilizar um sucessor no Paraná diante da atuação de Sérgio Moro, que lidera as disputas estaduais e filiou‑se ao PL. A desistência aponta ainda para dificuldades de composição com outros partidos, como o Novo.
Caso Ratinho Júnior deixasse o cargo para concorrer e fosse derrotado, haveria pressão para consolidar um nome viável ao governo e eleger ao menos um aliado ao Senado, evitando perda de base política a partir de 2027.
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