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TSE tem maioria para tornar Cláudio Castro inelegível

TSE forma maioria para tornar inelegível Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, com possível cassação de mandato

Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro — Foto: Marcelo Regua
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  • O Tribunal Superior Eleitoral decidiu, por maioria, tornar inelegível o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
  • A renúncia ao mandato foi anunciada no dia 23, mas o caso seguiu na corte Eleitoral.
  • Até o momento, votaram a favor Estela Aranha, Isabel Gallotti, Floriano de Azevedo Marques e Antônio Carlos Ferreira; Nunes Marques foi o único a votar contra a condenação.
  • O processo envolve acusações de abuso de poder, irregularidades em gastos de campanha e conduta proibida aos agentes públicos no pleito de 2022.
  • No TRE-RJ, em 2024, Castro, o vice e demais envolvidos foram absolvidos, e os mandatos foram mantidos, conforme informações já divulgadas.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem maioria para tornar inelegível o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O processo segue mesmo com a renúncia anunciada por Castro, ocorrida poucas semanas antes do julgamento no tribunal.

Ministros Estela Aranha, Isabel Gallotti, Floriano de Azevedo Marques e Antônio Carlos Ferreira votaram a favor da inelegibilidade. O voto contra ficou com o ministro Nunes Marques, até o momento o único a divergir. O plenário analisava o caso relativo às eleições de 2022, quando Castro foi reeleito.

O julgamento teve início no TRE-RJ em 2024, quando Castro e o vice foram absolvidos e tiveram os mandatos mantidos. O Ministério Público Eleitoral e a coligação de Freixo recorreram ao TSE, reiterando as acusações e pedindo cassação e inelegibilidade.

O que dizem as defesas

A defesa de Castro sustentou que atos administrativos alheios ao cenário eleitoral não influenciam o pleito e negou abuso de poder envolvendo Ceperj e Uerj. Já os advogados de Pampolha argumentaram que as provas são frágeis e a decisão do TRE-RJ foi fundamentada. As defesas de Bacellar e Lopes defenderam a rejeição dos pedidos.

Julgamento

O processo começou em novembro do ano passado, com o voto da relatora Isabel Gallotti indicando cassação de mandato, inelegibilidade e novas eleições. Um pedido de vista adiou a análise. Gallotti também apontou perda de mandato e inelegibilidade para Bacellar e Lopes, com aplicação de multas a Pampolha.

No dia 10, o ministro Ferreira acompanhou o entendimento da relatora, encerrando a segunda rodada de votos favoráveis às penalidades. Um novo pedido de vista de Nunes Marques suspendeu a deliberação, e o caso retornou à pauta para os votos remanescentes.

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