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Câmara aprova projeto para destravar licença-paternidade

Câmara aprova PLP que flexibiliza o teto de gastos para ampliar a licença-paternidade; custo líquido de até 4,3 bilhões a partir de 2029 e pagamento pela Previdência Social, condicionado à LDO

Na imagem, o plenário da Câmara durante votação em 25 de março
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  • Câmara aprovou o PLP 77 de 2026, que flexibiliza regras fiscais para ampliar a licença-paternidade ainda em 2026, com trezentos e noventa e um votos a favor, trinta e três contra e duas abstenções.
  • O texto cria uma exceção nas leis orçamentárias para evitar bloqueio do benefício por gatilhos de controle de gastos e retira a licença-paternidade da restrição de crescimento das despesas obrigatórias.
  • A decisão também faz com que o gasto com o benefício deixe de contar no limite de crescimento das despesas primárias do Arcabouço Fiscal, aumentando a margem fiscal para implementação do direito.
  • Para a viabilidade financeira, é obrigatória a indicação de fonte de custeio total, mantendo a medida neutra para as contas públicas mediante compensação ou previsão de receita.
  • A ampliação gradual da licença-paternidade de cinco para vinte dias ficará em vigor apenas se as metas da Lei de Diretrizes Orçamentárias forem atingidas; caso contrário, entrará em vigor somente dois anos após o cumprimento da meta.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25.mar.2026) o PLP 77/2026, que flexibiliza regras fiscais para ampliar a licença-paternidade e o salário-paternidade ainda neste ano. O texto segue para sanção presidencial. Votação teve 391 a favor, 33 contras e 2 abstenções.

O projeto cria uma exceção nas leis orçamentárias para assegurar que o benefício não seja bloqueado por gatilhos de controle de gastos. A revisão remove a restrição da LDO de 2026 que vetava novas despesas e o crescimento de despesas previdenciárias acima de 2,5% ao ano.

No mérito, o PLP retira a licença-paternidade do teto de gastos primários do Arcabouço Fiscal. A medida amplia a margem de manobra fiscal para custear o benefício sem cortar verbas de outras áreas.

Para permitir o pagamento, há a exigência de indicação da fonte de custeio total. O relator manteve a ideia de que a medida é neutra para as contas públicas, desde que haja compensação ou previsão de receita.

LICENÇA-PATERNIDADE

O Congresso aprovou a ampliação gradual da licença-paternidade de 5 para 20 dias. O cronograma prevê:

  • 10 dias a partir de 1º de janeiro de 2027;
  • 15 dias a partir de 1º de janeiro de 2028;
  • 20 dias a partir de 2029.

O benefício passa a ser pago pela Previdência Social, com recursos dos contribuintes.

O impacto fiscal líquido fica registrado como R$ 2,2 bilhões em 2027, R$ 3,3 bilhões em 2028 e R$ 4,3 bilhões a partir de 2029. A proposta sugere compensação por meio da redução de benefícios tributários.

A ampliação para 20 dias depende do cumprimento das metas da LDO do segundo ano de vigência. Caso as metas não sejam atingidas, o prazo é adiado para dois anos após o atendimento.

As informações são apuradas pela Câmara dos Deputados e pela base do governo, com a previsão de que o texto siga para sanção presidencial.

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