- O Centro Integrado Mulher Segura (CIMS) foi lançado em Brasília pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com foco no enfrentamento da violência contra a mulher.
- O CIMS reunirá dados de diferentes bases, atuando como núcleo nacional de inteligência para prevenção, proteção e responsabilização de agressores.
- O investimento é de R$ 28 milhões, visando superar a fragmentação de dados e a falta de integração entre sistemas.
- O centro integra o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio e operará em rede com 27 salas de situação em todos os estados.
- O programa Alerta Mulher Segura, previsto para este semestre, oferecerá relógio de monitoramento para cerca de cinco mil mulheres, com investimento de R$ 25 milhões, em parceria com os estados.
O Centro Integrado Mulher Segura (CIMS) foi lançado nesta quarta-feira, 25, em Brasília, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O objetivo é fortalecer o enfrentamento à violência contra a mulher por meio de um núcleo nacional de inteligência. O centro reunirá dados estratégicos e conectará diferentes bases de informações para prevenir, proteger e responsabilizar agressores.
O CIMS atuará como hub de inteligência, analisando e compartilhando informações para orientar decisões e aprimorar políticas públicas. A estrutura integra o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, firmado entre os Poderes. O investimento divulgado pelo MJSP é de 28 milhões de reais.
Segundo o ministro Welington Lima, o centro representa avanço no uso de tecnologia no combate aos crimes contra mulheres, com foco na proteção e no cuidado, bem como na responsabilização dos autores. A ministra Márcia Lopes destacou a qualificação do uso de dados e a articulação entre entes federativos e o sistema de justiça.
O CIMS funcionará em Brasília e estará conectado a uma rede nacional com 27 salas de situação, distribuídas por todos os estados. A finalidade é monitorar padrões, antecipar riscos e orientar ações rápidas com apoio de dados de ocorrências, monitoramento eletrônico e canais de denúncias.
Além disso, está previsto o início do programa Alerta Mulher Segura neste primeiro semestre. Mulheres que estejam sob medidas protetivas receberão um relógio de monitoramento que emite alertas em tempo real, sem necessidade de internet, quando houver violação.
O dispositivo será integrado à tornozeleira eletrônica do agressor e acionará as autoridades de segurança. A medida atende inicialmente cerca de cinco mil mulheres, com investimento de 25 milhões de reais para a implantação, em parceria com os estados.
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