- A Polícia Federal deflagrou a Operação Fallax, com 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia; Rafael de Gois, CEO do Grupo Fictor, é um dos alvos.
- A PF aponta que o grupo atua em fraudes contra a Caixa Econômica Federal, estelionato e lavagem de dinheiro, com valores investigados que podem superar 500 milhões de reais.
- A operação ocorreu nesta quarta-feira, 25 de março; na residência do CEO foram apreendidos apenas o celular.
- A holding Fictor aparece no caso ligado ao Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central; a compra do Master foi anunciada pela Fictor em novembro.
- Ao todo, foram autorizadas medidas para rastreamento de ativos de 33 pessoas físicas e 172 jurídicas, com bloqueio de bens até 47 milhões de reais para descapitalizar a organização criminosa.
O CEO do Grupo Fictor, Rafael de Gois, aparece entre os alvos da Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, 25. A investigação apura fraudes contra a Caixa Econômica Federal, estelionato e lavagem de dinheiro envolvendo o grupo.
Segundo a PF, o esquema envolve cooptação de funcionários de instituições financeiras para inserir dados falsos nos sistemas, permitindo saques e transferências ilegais. Empresas de fachada também eram usadas para movimentar o dinheiro.
A operação cumpre 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, em cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Medidas de rastreamento de ativos abrangem 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas.
Além de bloqueio e sequestro de bens até 47 milhões de reais, a Justiça autorizou indisponibilidade de imóveis, veículos, contas e ativos financeiros dos suspeitos. O objetivo é desarticular a organização criminosa.
Contexto e desdobramentos
A notícia relacionada ao Grupo Fictor também envolve a relação da holding com o Banco Master, adquirido pela empresa em 2025, pouco antes da detenção do proprietário do banco. O Master já foi liquidado pelo Banco Central.
A PF informou que a investigação teve início em 2024, com indícios de um esquema estruturado para obtenção de vantagens ilícitas. O uso de criptoativos também foi identificado para dificultar o rastreamento.
A apuração conta com apoio da Polícia Militar de São Paulo. Os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros, com penas que podem exceder 50 anos de reclusão.
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