- Nesta terça-feira, os pais de Daniel Vorcaro visitaram o empresário na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, o primeiro contato com familiares desde a prisão, e a reunião durou cerca de uma hora.
- A defesa de Vorcaro se reúne diariamente, das 9h às 17h, para discutir uma possível delação premiada.
- A transferência para a Polícia Federal foi autorizada pelo ministro André Mendonça.
- Antes da mudança, Vorcaro ficou no presídio federal de segurança máxima em isolamento, sem contato com outros presos e com apenas uma bíblia na cela.
- A Polícia Federal investigava o caso envolvendo o Banco Master, apontando ocultação de mais de R$ 2,2 bilhões em conta ligada ao pai; a defesa nega a existência desses valores.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, recebeu nesta terça-feira (24) a visita dos pais na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, o primeiro encontro com familiares desde a prisão no início do mês. A visita ocorreu pela manhã e durou cerca de uma hora. A transferência para a PF ocorreu após período de triagem no presídio federal de segurança máxima.
Antes de chegar à PF, Vorcaro ficou isolado no presídio federal. Contou com apenas uma bíblia na cela, sem contato com outros presos. A ausência de visitas durou vários dias, elevando a emoção ao encontro com a família. A defesa acompanha o caso diariamente.
A PF afirma que o ministro André Mendonça autorizou a transferência. O pai, Henrique Moura Vorcaro, também empresário, já apareceu nas investigações, com apontamento de ocultação de valores em conta ligada ao pai. A defesa nega a existência de tal montante.
A partir de então, Vorcaro passou dois dias em cela comum e, depois, foi encaminhado a uma sala de Estado-MMaior, espaço já utilizado para receber autoridades. A mudança de rotina facilita contato com advogados e familiares.
Avanços na negociação de delação premiada
Desde a mudança de regime, Vorcaro realiza reuniões diárias com a equipe de defesa, das 9h às 17h, para tratar de uma possível delação premiada. Participam cinco advogados, sob coordenação de Sérgio Leonardo e José Luís Oliveira Lima (Juca).
A apuração envolve suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça no caso envolvendo o Banco Master. A negociação é vista por investigadores como um movimento estratégico no andamento do inquérito.
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