- Em entrevista à CNN, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), disse que busca uma candidatura presidencial independente para reduzir a polarização no país.
- Ele afirmou que quer um Brasil de bom senso, sem se posicionar contra figuras políticas específicas, como Lula ou Bolsonaro.
- Leite destacou resultados da sua gestão na segurança pública do Rio Grande do Sul: queda de mais de 60% dos homicídios, 80% dos roubos a pedestres e 90% dos roubos de veículos.
- O governador informou que trabalha dentro do PSD para viabilizar essa candidatura independente, ressaltando que não aderiu a nenhum dos polos nas eleições passadas.
- Ele defende conciliar firmeza contra o crime com proteção social, afirmando que é possível ter um projeto centrado que represente essa visão.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), disse à CNN que pretende devolver o Brasil ao bom senso, afastando a polarização que domina o cenário político. A ideia é lançar uma candidatura presidencial independente, capaz de discutir o futuro do país sem se alinhar a figuras específicas.
Leite afirmou que a prioridade é debater o Brasil com foco no interesse nacional, não em ser antipolítica a Lula ou a Bolsonaro. A ideia é defender um projeto que priorize o bem do país e enfrente os grandes desafios atuais.
No Rio Grande do Sul, o governador destacou resultados da sua gestão na área de segurança pública. Segundo ele, houve redução expressiva nos indicadores de violência durante o seu governo, com números que, na visão dele, colocam o estado entre os melhores do país no tema.
Ele citou quedas em homicídios, roubos a pedestres e roubos de veículos como um exemplo do manejo estadual. O governador ressaltou ainda que o estado apresenta baixos índices de roubos de celulares per capita, conforme dados citados pela gestão.
A busca por uma candidatura independente
Leite afirmou que trabalha dentro do PSD para construir um caminho rumo a uma candidatura presidencial independente. O objetivo é liderar um projeto que não se vincule a polos políticos tradicionais.
O governador explicou que, em eleições anteriores, não apoiou nem Lula nem Bolsonaro porque não considerou os programas compatíveis com sua visão de mundo. Segundo ele, essa posição gerou descontentamento entre os dois lados da polarização.
Essa estratégia é apresentada como forma de ampliar o espaço político de centro, com a proposta de um projeto capaz de dialogar com diversos setores da sociedade sem abrir mão de firmeza em áreas como segurança pública.
Conciliação de valores
Leite defendeu a possibilidade de conciliar firmeza contra o crime com proteção social aos mais vulneráveis, sem que uma opção signifique abrir mão de outra. O raciocínio é que modernizar a máquina pública pode reduzir custos e liberar recursos para pessoas em situação de vulnerabilidade.
O governador reforçou que ser propositivo não implica abrir mão de ações duras quando necessário, contribuindo para um equilíbrio entre governabilidade e proteção social. A ideia é construir uma candidatura de centro que represente essa visão.
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