- O empresário Mauricio Camisotti depôs à Polícia Federal enquanto negocia um acordo de delação premiada no inquérito sobre fraudes de descontos associativos no INSS.
- Ele foi transferido da penitenciária de Guarulhos para a Superintendência da PF em São Paulo, para facilitar as negociações.
- A PF aponta Camisotti como operador central do núcleo financeiro do esquema; novos depoimentos devem ocorrer para envio de documentos e confirmação de datas e transações.
- Camisotti foi preso no mesmo dia do “careca do INSS”, Antonio Camilo Antunes; a PF apreendeu mais de R$ 2 milhões em bens, incluindo obras de arte, carros e motos de luxo.
- Parlamentares da CPMI do INSS afirmam que a família Camisotti movimentou valores superiores aos do careca do INSS, com Paulo Camisotti sendo apontado como peça central da estrutura.
Mauricio Camisotti prestou depoimento à Polícia Federal nesta terça-feira (24) como parte de tratativas para um acordo de delação premiada no âmbito do inquérito sobre fraudes de descontos associativos no INSS. O empresário está preso desde setembro e foi transferido de Guarulhos para a Superintendência da PF em São Paulo para acelerar as negociações.
Segundo informações, a transferência visou facilitar o andamento das tratativas com a PF, mantendo Camisotti mais próximo dos agentes responsáveis pelo acordo. Novo depoimento deve ocorrer, acompanhado de entrega de documentos e validação de datas e transações.
A PF investiga o funcionamento do núcleo financeiro do esquema. Camisotti é apontado como beneficiário central nesse núcleo. Antônio Camilo Antunes, conhecido como careca do INSS, segue preso.
Foco na família Camisotti
Deputados e senadores da CPMI do INSS indicaram que a família movimentou valores acima dos anunciados envolvendo o empresário. Paulo Camisotti, filho e sócio, seria peça-chave na estrutura da operação criminosa.
Relator da comissão, Alfredo Gaspar (União-AL) afirmou que o foco no careca do INSS desviou a atenção para a família, que teria movimentado recursos superior. Segundo ele, três entidades investigadas repassaram juntas mais de 800 milhões, com cerca de 350 milhões chegando a empresas ligadas aos Camisotti.
A defesa de Camisotti não se pronunciou sobre as tratativas.
Entre na conversa da comunidade