- Governo e caminhoneiros chegaram a um acordo nesta quarta-feira, 25, para adiar a possibilidade de uma nova greve nacional.
- O encontro no Palácio do Planalto tratou do piso mínimo do frete e da manutenção da medida provisória do setor, com compromisso de preservar o texto no Congresso.
- Mesmo sem greve anunciada, há risco de paralisação no curto prazo e a mobilização passa a atuar com foco político na tramitação da MP.
- Participaram representantes de entidades como CNTA, CNTTL e Sindicatos regionais; o ministro Guilherme Boulos ressaltou que o texto da MP deve ser defendido no Congresso.
- O governo também anunciou reforços na fiscalização de combustíveis, com atuação da ANP, Polícia Federal, Senacon e Procons, e a ANTT detalhou medidas de controle do piso mínimo do frete com sanções para descumprimento.
O governo federal e lideranças da categoria dos caminhoneiros chegaram a um acordo nesta quarta-feira, 25 de julho, para adiar a possibilidade de uma greve nacional. O encontro ocorreu no Palácio do Planalto e tratou do piso mínimo do frete e da manutenção da medida provisória do setor. O objetivo foi evitar paralisações enquanto a MP tramita no Congresso.
O acordo, segundo integrantes do governo, não garante o fim do risco de greve a curto prazo. Movimentos anteriores foram adiados, mas a mobilização permanece com foco político na tramitação da MP. Representantes do setor afirmam que a pressão continuará, súmula de negociação em curso.
Autoridades destacaram que o compromisso é preservar o texto original da MP no Senado e na Câmara. A pauta envolve acordos obtidos com as lideranças, sem retrocessos nos pontos já acordados com os caminhoneiros.
Medida provisória no Congresso
A reunião contou com participação de representantes ligados à CNTA, CNTTL e sindicatos regionais. O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, enfatizou a defesa do texto da MP durante a tramitação, sem prejuízos aos acordos atuais.
Luciano Santos de Carvalho, presidente do Sindicam Santos, afirmou que o entendimento afasta a greve no curto prazo, mantendo a pressão institucionalno parlamento. Ele ressaltou que a vitória está no Congresso, onde há decisões sobre o texto.
Fiscalização e custos do frete
Além da MP, o governo anunciou reforço na fiscalização do mercado de combustíveis. A ANP, a PF, a Senacon e os Procons estaduais atuarão para coibir práticas abusivas que elevem custos para caminhoneiros, principalmente no diesel.
A ANTT detalhou novas medidas de controle, incluindo fiscalização eletrônica e cruzamento de dados para garantir o piso mínimo. Empresas reincidentes poderão sofrer sanções mais duras, como suspensão cautelar e até perda de registro.
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