- Novo adiamento na tramitação do projeto que propõe o fim da escala 6×1 evidencia resistência de setores contrários e busca manter o debate para depois das eleições.
- O deputado Zé Adriano (PP-AC), presidente da Federação das Indústrias do Acre, pediu retirada de pauta e defendeu que a Confederação Nacional da Indústria avalie a competitividade da economia.
- O texto propõe reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais; o governo tem defendido que a redução possa ocorrer de forma imediata, sem compensação.
- Zé Adriano cobra uma transição que minimize impactos na produtividade e sugere compensação para micro e pequenas empresas.
- O debate é feito em ano eleitoral; o Acre, segundo o parlamentar, não sentiria pressão eleitoral tão forte quanto outras regiões.
O andamento do projeto que propõe o fim da escala 6×1 na Câmara sofreu novo adiamento, exposto pela pressão de setores contrários à medida. A tramitação na Comissão de Trabalho foi paralisada para ampliar o debate e tentar manter a votação para após o período eleitoral.
O destaque da movimentação é o pedido de retirada de pauta feito pelo deputado Zé Adriano (PP-AC). Ele preside a Federação das Indústrias do Acre e critica a ideia de votar o tema em ano de eleição, argumentando que é preciso entender impactos mais amplos da redução da jornada de 44 para 40 horas semanais.
Zé Adriano defende que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) elabore um estudo sobre a competitividade da economia brasileira, para medir efeitos da mudança. O parlamentar também cobra estratégias para mitigar impactos na produtividade das empresas, especialmente micro e pequenas.
O governo, representado pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, tem afirmado que não haverá compensação financeira às empresas caso a medida entre em vigor, e sinaliza que a redução pode ocorrer de forma imediata. A posição gera resistência entre representantes do setor produtivo.
Para o deputado, o diálogo sobre compensação e transição é essencial. Ele sustenta que empresas, sobretudo pequenas, precisam de tempo para se adaptar, com avaliação de custos e formação de mão de obra qualificada, sem pressa de ir ao plenário.
Zé Adriano também ressaltou que a discussão no Acre tende a ter impacto eleitoral limitado, destacando que a dinâmica política local depende mais do cotidiano dos eleitores do estado. O parlamentar afirmou que o tema não deve colocar deputados contra o eleitor.
Contexto e desdobramentos
Especialistas apontam que a mudança para 40 horas pode exigir ajustes em custos e produtividade, com efeitos variáveis por setor. A proposta divide forças políticas e categorias, ampliando a frente de resistência que já se observa no debate em meio ao calendário eleitoral.
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