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Júri absolve policiais investigados por matar jovem rendido no litoral de SP

Júri absolve policiais militares de matar jovem rendido no Guarujá; imagens de câmeras corporais indicaram execução

Abordagem resultou na morte de Kaique de Souza Passos
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  • Tribunal do Júri absolveu os policiais militares Diego Nascimento de Sousa, Israel Morais Pereira de Souza e Paulo Ricardo da Silva, investigados por matar um rapaz já rendido no litoral de São Paulo.
  • O caso ocorreu em 15 de junho de 2022, durante a abordagem a criminosos que roubavam uma residência em Bertioga, na Rodovia Cônego Domênico Rangoni.
  • Imagens de câmeras corporais mostram o momento em que a vítima é atingida por tiros mesmo já desarmada; há também registro de tentativas de ocultar as imagens.
  • O Ministério Público do Estado de São Paulo chegou a considerar o ato como legítima defesa, mas a Corregedoria da Polícia Militar concluiu que houve execução.
  • A absolvição foi definida após julgamento pelo Tribunal do Júri; a defesa afirma que a ação foi legítima e que houve falhas na investigação da corregedoria.

Dois policiais militares foram absolvidos pelo Tribunal do Júri nesta quarta-feira por tiros desferidos contra um jovem já rendido e desarmado no litoral de São Paulo. Os PMs Diego Nascimento de Sousa, Israel Morais Pereira de Souza e Paulo Ricardo da Silva eram acusados de homicídio duplamente qualificado no caso ocorrido em Guarujá, em junho de 2022.

O episódio teve início quando criminosos roubaram uma residência em Bertioga e seguiram pela Rodovia Cônego Domênico Rangoni, em um Fiat/Toro roubado. Viaturas da PM interceptaram o veículo; durante a abordagem, um sargento efetuou quatro disparos de fuzil no automóvel em movimento.

Os ocupantes fugiram a pé e, durante a perseguição, Kaique adentrou becos da Rua Maurino Inácio de Oliveira. Israel e Paulo capturaram o suspeito, e as imagens de câmeras corporais mostraram o momento em que Kaique foi atingido, ainda possivelmente desarmado.

Para ocultar o que houve, o cabo Paulo Ricardo tampou a lente de sua câmera, assim como o cabo Israel, que precisou usar as duas mãos para segurar a arma. A gravação posterior mostrou o disparo contra a vítima já caída. Os policiais Paulo e Israel foram denunciados por homicídio duplamente qualificado, com a polícia apresentando um simulacro de arma, considerado pela acusação como prova forjada.

Paralelamente, Diego Nascimento de Sousa e Eduardo Pereira Maciel perseguiam Vitor Hugo Paixão Coutinho. Vitor Hugo ficou ferido, rendeu-se, e, segundo a acusação, Diego proferiu frases agressivas antes de realizar novo disparo contra ele. O atendimento médico do Samu demorou a ser acionado e, na época, Diego e Eduardo foram denunciados por tentativa de homicídio duplamente qualificado.

O Ministério Público do Estado de São Paulo arquivou o caso após considerar legítima a atuação dos PMs, mas a Corregedoria da Polícia Militar concluiu que houve execução. As prisões preventivas foram decretadas em dezembro de 2022; em junho de 2023, Eduardo teve liberação provisória, enquanto Israel, Diego e Paulo Ricardo mantiveram as prisões, ainda com validade dos motivos.

Ao final do julgamento pelo Tribunal do Júri, a absolvição dos três policiais foi definida. A CNN Brasil solicitou nota aos representantes das defesas e aguarda retorno.

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