- Parlamentar pediu à CPMI do INSS a quebra de sigilo bancário e fiscal de Alexandre de Moraes e de sua mulher, Viviane Barci de Moraes, para apurar movimentações financeiras.
- Viviane Barci de Moraes, sócia do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, recebeu R$ 80.223.654,94 do Banco Master por 22 meses de serviços, empresa liquidada pelo Banco Central em novembro de 2025.
- O cálculo foi feito com base em contrato que circula desde dezembro de 2025.
- O requerimento direcionado ao Coaf solicita a elaboração de Relatórios de Inteligência Financeira para rastrear a origem e o destino dos recursos.
- A leitura do requerimento de prorrogação dos trabalhos da CPMI do INSS depende de decisão do STF; o ministro André Mendonça deu 48 horas a Davi Alcolumbre para leitura, com avaliação sobre a continuidade dos trabalhos do colegiado.
Viviane Barci de Moraes, sócia do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, teve 80,223,654.94 reais recebidos do Banco Master, empresa ligada a Daniel Vorcaro, por 22 meses de serviços prestados. O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. O montante foi calculado com base em contratos que circulam desde dezembro de 2025.
Em requerimento apresentado pela deputada Kataguiri, ao Coaf são solicitados Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs). O objetivo é levantar a origem e o destino dos recursos, com quebra de sigilo bancário e fiscal.
As petições, dirigidas a Moraes e à sua cônjuge, buscam esclarecer eventual conexão patrimonial entre as movimentações financeiras e o magistrado. A proposição aponta possível comunhão de recursos, trânsito entre contas e uso de valores para aquisição de bens.
Contexto financeiro
O pedido para a advogada aponta a necessidade de verificar a relação entre os repasses e a atividade profissional de Moraes, bem como a possível transferência de valores entre as partes envolvidas. O texto afirma tratar de repasses atípicos da instituição financeira.
O ministro Alexandre de Moraes teve o sigilo solicitado por meio de requerimento que argumenta conexão direta com a investigação da cônjuge. O objetivo é apurar se houve utilização de recursos para benefícios próprios da família.
O ministro André Mendonça determinou um prazo de 48 horas, a partir de segunda-feira, para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, leia o requerimento de prorrogação dos trabalhos da CPMI do INSS. A leitura do relatório final estava prevista para 28 de março de 2026.
O STF ainda deve deliberar, em sessão presencial, sobre a continuidade dos trabalhos da CPMI do INSS. A decisão pode influenciar a continuidade das diligências envolvendo os pedidos de sigilo.
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