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Monique Medeiros é demitida pela Prefeitura do Rio no caso Henry Borel

Monique Medeiros é demitida da função de professora pela prefeitura do Rio; decisão foi publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira

Rio de Janeiro (RJ), 23/03/2026 - Tribunal do Juri começa a julgar Jairinho e Monique pela morte de Henry Borel, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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  • Monique Medeiros foi demitida do cargo de professora da prefeitura do Rio; a demissão foi publicada no Diário Oficial do Município nesta quarta-feira (25).
  • Ela deixou a penitenciária Talavera Bruce e está em casa, após a juíza relaxar a prisão por excesso de prazo, com o julgamento adiado para 25 de maio.
  • O padrasto de Henry, Jairinho, também é réu no caso; o julgamento foi indeferido pela juíza e acabou adiado, com advogados de defesa deixando o plenário.
  • Henry Borel morreu aos quatro anos em março de 2021, no apartamento na Barra da Tijuca; o laudo do Instituto Médico-Legal apontou 23 lesões por violência.
  • A denúncia aponta homicídio qualificado de Jairinho e homicídio por omissão de socorro de Monique Medeiros; investigações indicam que Henry sofreu torturas e a mãe teria conhecimento das agressões, com outras três agressões registradas em fevereiro de 2021.

A prefeitura do Rio informou a demissão de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, acusada de homicídio por omissão na morte da criança. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município nesta quarta-feira (25). Monique era professora da rede municipal.

Segundo o documento, a demissão ocorre em meio ao andamento do caso, que envolve o padrasto de Henry, Jairinho, também réu. O desfecho da demissão acontece enquanto o processo segue sem conclusão.

Monique deixou a penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio, no início da noite de segunda-feira (23). Ela permanece em casa, após decisão da Justiça que flexibilizou temporariamente a sua prisão.

Processo e desdobramentos

No plenário, a defesa de Jairinho solicitou o adiamento do júri por falta de acesso às provas. O pedido foi indeferido pela juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri, levando os advogados a se retirarem do plenário, o que adiou o julgamento para 25 de maio.

O início previsto do júri, na segunda-feira (23), tratava da morte de Henry, ocorrida em 8 de março de 2021, no apartamento da família, na Barra da Tijuca, zona oeste. A família alegou que a criança sofreu um acidente doméstico durante a madrugada.

Contexto do caso

O laudo da necropsia do IML apontou 23 lesões por violência contra Henry, incluindo laceração hepática e hemorragia interna. As investigações indicam que Jairinho praticou agressões repetidas, com Monique supostamente ciente das agressões.

Jairinho responde por homicídio qualificado, enquanto Monique é acusada de homicídio por omissão de socorro. A denúncia aponta que, no mês de fevereiro de 2021, Henry teria sido submetido a episódios de violência física e mental sob a guarda do casal.

A defesa de Monique argumentou em favor de relaxamento de prisão com base no atraso processual, o que resultou na liberação temporária. As autoridades mantêm o foco no andamento judicial do caso e nas responsabilidades de cada envolvido.

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