- A Polícia Federal deflagrou a Operação Caça Fantasmas para investigar suposta nomeação de assessores parlamentares fantasmas na Câmara Municipal de Angra dos Reis (RJ).
- Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro e em Juiz de Fora (Minas Gerais).
- A apuração aponta uso de cargos públicos como moeda de troca para obtenção de apoio político e financeiro, com possível movimentação de recursos fora dos registros de campanha.
- Um caso envolve uma assessora formalmente vinculada ao gabinete, que cursava medicina integralmente e atuava como cirurgiã-dentista em Juiz de Fora, indicando incompatibilidade com o cargo.
- O material apreendido será periciado; os investigados podem responder por falsidade ideológica eleitoral, peculato e abuso de poder político e econômico.
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 24, a Operação Caça Fantasmas para investigar a nomeação de assessores parlamentares sem atuação na Câmara Municipal de Angra dos Reis, no sul do Rio de Janeiro. A apuração aponta indícios de uso indevido de recursos eleitorais e da estrutura pública para fins de campanha.
Cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos, autorizados pela Justiça Eleitoral, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, e em Juiz de Fora, Minas Gerais. As diligências ocorreram em residências, em um escritório de advocacia e em um gabinete parlamentar ligado aos investigados.
Segundo a investigação, cargos públicos teriam sido usados como moeda de troca para angariar apoio político e financeiro. Há indícios de nomeação de assessores que não desempenhavam as funções, bem como de movimentação de recursos para campanhas fora dos registros oficiais.
Entre os casos analisados, consta uma assessora formalmente vinculada ao gabinete, que cursava medicina em período integral e atuava como dentista em Juiz de Fora, o que indicaria incompatibilidade com o cargo.
A apuração também aponta suspeitas de omissão de despesas nas contas eleitorais e inserção de informações falsas sobre contratação de serviços e destinação de recursos. O material apreendido será periciado para aprofundar as investigações.
Os envolvidos poderão responder por crimes como falsidade ideológica eleitoral, peculato e abuso de poder político e econômico, conforme a PF.
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