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Reunião com caminhoneiros no Planalto reduz pressão por greve

Governo e caminhoneiros avançam na MP do frete; ainda sem definição sobre paralisação, é criada mesa de diálogo para acompanhar a tramitação

Guilherme Boulos (Psol), afirmou que as reivindicações da categoria foram atendidas no texto e que a prioridade agora é evitar alterações no Congresso
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  • Primeira rodada de negociações entre governo federal e caminhoneiros no Planalto, em 25 de março de 2026, terminou sem anúncio de paralisação e com foco na MP que estabelece o piso mínimo do frete.
  • O ministro Guilherme Boulos afirmou que as reivindicações da categoria foram atendidas no texto e que a prioridade é evitar mudanças no Congresso.
  • Foi criada uma mesa de diálogo para acompanhar a tramitação da medida, com novas reuniões previstas ainda nesta quarta-feira.
  • O governo informou que vai intensificar fiscalizações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, da Polícia Federal, da Secretaria Nacional do Consumidor e dos Procons em todo o país; a regulação da área pela Agência Nacional de Transportes Terrestres prevê maior fiscalização eletrônica.
  • Caminhoneiros afirmam que não haverá paralisação neste momento, mas a mobilização será política no Congresso, mantendo o foco na defesa do piso do frete durante a tramitação.

Uma 1ª rodada de negociações entre o governo federal e representantes do transporte rodoviário ocorreu nesta quarta-feira, 25 de março de 2026, no Planalto. O objetivo foi alinhar a tramitação da MP que estabelece o piso mínimo do frete e evitar paralisações futuras. Não houve anúncio de greve ao final da reunião.

O encontro contou com lideranças de caminhoneiros e técnicos do governo. Não ficou definido se haverá uma paralisação no futuro, já que uma mobilização foi adiada anteriormente por conta da MP. Foi criada, no pós-encontro, uma mesa de diálogo para acompanhar a tramitação da medida.

Avanços na MP do frete

Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, afirmou que as reivindicações da categoria foram incorporadas ao texto e que a prioridade é manter o conteúdo aprovado no Congresso. O ministro também destacou o risco de mudanças durante a tramitação e reforçou o compromisso com o texto original.

O governo sinalizou ações de fiscalização mais intensas para o setor de combustível. ANP, Polícia Federal, Senacon e Procons devem intensificar a fiscalização e o cruzamento de dados para verificar o cumprimento do piso. Empresas com descumprimento podem sofrer medidas administrativas.

Esclarecimentos sobre fiscalização e regulação

A ANTT detalhou medidas de regulação, com maior fiscalização eletrônica e cruzamento de dados. Em caso de reincidência, há possibilidade de suspensão cautelar ou perda de registro. Caminhoneiros afirmaram não haver paralisação imediata, mantendo a mobilização como política no Congresso.

Representantes da categoria destacaram que a atuação conjunta entre governo e caminhoneiros reduz a possibilidade de greve neste momento, mas enfatizaram que o embate continua no âmbito legislativo. A expectativa é de novas reuniões ainda nesta quarta-feira para alinhamento adicional.

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