Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Toguro promete perdoar roubo em SP; entenda lei que permite arrependimento

Toguro diz que não divulgará vídeos se peça furtada for devolvida até sexta; advogado explica que perdão não suspenda a investigação e pode reduzir a pena

Influenciador deu prazo para devolução de peça de moto furtada; especialista explica se acordo particular tem validade jurídica no Código Penal
0:00
Carregando...
0:00
  • O influenciador Tiago Toguro informou ter sido vítima do furto de uma peça de sua moto em um escritório onde o veículo estava estacionado, e afirmou ter imagens do suspeito.
  • Ele deu até sexta-feira, 27, para a devolução da peça, sob a condição de não divulgar os vídeos do crime caso o item seja entregue.
  • Do ponto de vista jurídico, a vítima “perdoar” o crime não impede a atuação do Estado, pois o furto é ação penal pública incondicionada.
  • O arrependimento posterior pode reduzir a pena: se a restituição for feita antes da denúncia, a pena pode cair de um quinto a dois terços; após o início da ação, há apenas atenuante.
  • Como a pena mínima do furto é inferior a quatro anos e o réu for primário, há possibilidade de acordo de não persecução penal (ANPP), evitando ação penal e sentença, conforme avaliação do caso.

O influenciador Tiago Toguro relatou o furto de uma peça da sua moto, ocorrida em um escritório onde o veículo estava estacionado. Ele afirmou ter imagens do suspeito e propôs devolver o item até sexta-feira para não divulgar os vídeos.

Toguro informou que o autor do furto seria da mesma comunidade e que a intenção é resolver o caso sem gerar repercussão negativa para o suspeito. A solicitação é de devolução voluntária da peça em troca de não divulgação de conteúdo.

Segundo analistas, o episódio suscita dúvidas sobre o peso jurídico do chamado perdão da vítima e o efeito da devolução do bem no processo penal. O caso envolve o Ministério Público e a prática de furto.

Arrependimento posterior e efeito na pena

No Brasil, o furto é crime de ação penal pública incondicionada, ou seja, o titular da ação é o Ministério Público. O arrependimento após a consumação não extingue a culpa, mas pode influir na dosagem da pena.

Especialista explica que o arrependimento posterior costuma ocorrer quando o agente restitui a coisa ou repara o dano. O crime permanece existente e o agente pode responder criminalmente, mesmo com o arrependimento.

Possíveis caminhos processuais e acordos

Se a restituição ocorrer antes da denúncia, o juiz pode reduzir a pena entre um terço e dois terços. Após o início da ação, a redução pode não ser tão ampla, limitando-se a atenuantes.

Ainda assim, a lei oferece alternativas para evitar processo longo. Como a pena de furto é inferior a quatro anos, o Ministério Público pode propor um acordo de não persecução penal, especialmente com o réu primário.

Caso haja acordo homologado pelo juiz, não há processo nem sentença. Assim, a devolução do bem tende a reduzir a sanção, mas não impede investigação ou análise da conduta pelo Estado.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais