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62% atribuem alta dos combustíveis à guerra no Irã, indica pesquisa

Guerra no Irã é apontada por 62% como principal motivo da alta dos combustíveis; governo federal fica com 26% e postos, 8%

Os eleitores que dizem aprovar e desaprovar Lula têm opiniões parecidas sobre o aumento no preço dos combustíveis; a maioria atribui a responsabilidade à guerra
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  • 62% dos eleitores dizem que a guerra no Irã é a principal responsável pelo aumento recente dos preços dos combustíveis.
  • 26% atribuem a culpa ao governo federal e ao presidente Lula (PT).
  • 8% apontam os postos de gasolina como principais culpados.
  • 4% não souberam responder.
  • Pesquisa PoderData foi realizada de 21 a 23 de março de 2026, com 2.500 pessoas em 132 municípios, e margem de erro de 2 pp.

A maioria dos eleitores brasileiros atribui a guerra no Irã como principal responsável pela alta recente dos combustíveis. Dados da pesquisa PoderData, realizada de 21 a 23 de março, indicam 62% apontando esse fator.

Em seguida aparecem o governo federal, com 26%, e os postos de gasolina, com 8%. Outros 4% não souberam responder. O levantamento abrange 2.500 pessoas de 16 anos ou mais em 132 municípios.

A pesquisa estratifica respostas por gênero, região, idade, renda e escolaridade, revelando tendências distintas entre grupos. Sul do país concentra maior preocupação com a guerra como causadora da elevação de preços.

Entre homens, 29% citam o governo Lula como responsável, enquanto 34% dos moradores da região Sul veem a guerra como principal fator. Quem tem ensino médio completo também apresenta maior alinhamento com a guerra como causal.

Aprovação de Lula não altera o ponto central das respostas: a maioria, independentemente de apoio ao presidente, aponta a guerra como principal explicação para o aumento dos combustíveis.

Contexto internacional

O conflito no Oriente Médio ganhou dimensão em 28 de fevereiro de 2026, com ataques dos EUA e de Israel ao Irã. O desfecho incluiu o fechamento do Estreito de Ormuz e impactos no preço global do petróleo, refletindo o ambiente econômico nacional.

No Brasil, o governo federal lançou medidas temporárias para mitigar impactos, zerando impostos federais e oferecendo subvenção ao diesel. Paralelamente, instituiu um imposto de 12% sobre exportação de petróleo, estimando custo de cerca de R$ 30 bilhões até 2026.

A adoção das medidas provocou discussão sobre segurança jurídica, com ações previstas na Justiça contra a MP que instituiu o imposto. O objetivo oficial é conter a elevação de preços para consumidores, diante do cenário internacional.

Metodologia

A sondagem foi realizada por telefone, com urnas de linha fixa e móvel, usando URA. A amostra incluiu 2.500 pessoas e contou com ponderação para ajustar sexo, idade, instrução, região e renda. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, em 95% de confiança.

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