- A Alerj convoca sessão extraordinária para eleger novo presidente nesta quinta-feira, às 14h15; Guilherme Delaroli, presidente em exercício, marcou a sessão.
- Com a posse, o novo presidente ocupará interinamente o comando do governo do estado, conforme a linha de sucessão da visão institucional.
- A eleição ocorre após o Tribunal Superior Eleitoral decidir pela perda de mandato do deputado Rodrigo Bacellar, que presidia a Casa.
- Bacellar já enfrentava crise política e judicial desde o fim de 2025, incluindo prisão preventiva por investigação de vazamento de informações sigilosas; foi solto posteriormente e não retomou o cargo.
- Na mesma ocasião, o ex-governador Cláudio Castro, o ex-vice-governador Thiago Pampolha e Bacellar ficaram inelegíveis por oito anos, em decisão do TSE relacionada a suposto esquema de contratações irregulares na Ceperj.
Alerj convoca sessão para eleger novo presidente nesta quinta-feira. A sessão extraordinária está marcada para as 14h15 e será conduzida pelo presidente em exercício Guilherme Delaroli (PL). O objetivo é escolher o substituto de Rodrigo Bacellar na presidência da Casa.
A escolha terá impacto imediato: quem assumir a presidência da Alerj passa a ocupar interinamente o comando do governo fluminense, conforme a linha de sucessão que indica o presidente da Assembleia em caso de dupla vacância. Neste momento, o governo é chefiado pelo presidente do TJ do Rio, desembargador Ricardo Couto de Castro, segundo informações oficiais.
Contexto político
O processo de eleição ocorre após decisão do TSE pela perda de mandato de Bacellar, que estava no comando da Casa. A sessão desta tarde serve para completar a composição da Mesa Diretora do biênio 2025-2026, que já enfrentava crise desde o fim de 2025.
Bacellar vinha gerindo a Alerj, mesmo após mandado de afastamento em investigações. Ele chegou a ser preso preventivamente pela Polícia Federal na linchada de uma apuração sobre suposto vazamento de informações sigilosas, mas obteve liberdade provisória.
Desdobramentos legais
Na última quarta, Cláudio Castro, Thiago Pampolha e Bacellar foram declarados inelegíveis por oito anos pelo TSE. A decisão envolve acusações de contratos irregulares na Ceperj, ligados a cerca de 27 mil cargos temporários para beneficiar a sua campanha.
O caso chegou ao TSE após recurso do Ministério Público Eleitoral contra decisão do TRE-RJ, que havia rejeitado pedidos de cassação. A partir de agora, a Alerj permanece sob atuação interina até nova eleição na Mesa Diretora.
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