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Demissões após referendo: Gasparri sai; Craxi assume Forza Italia no Senado

Gasparri deixa a liderança do Forza Italia no Senado; Craxi assume após apelo de quatorze senadores, em meio a crise no governo após derrota no referendo

Maurizio Gasparri
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  • Gasparri deixou a liderança do grupo do Forza Italia no Senado; Stefania Craxi assume o cargo após 14 dos 20 senadores pedirem a substituição.
  • A mudança ocorre menos de 24 horas depois de Daniela Santanchè ter deixado o ministério do turismo; Gasparri é o quarto a sair em três dias desde a derrota do campo do “Sim” no referendo da justiça.
  • Antonio Tajani agradeceu Gasparri e desejou boa sorte a Craxi; Gasparri afirmou que tomou a decisão de forma independente.
  • A movimentação é associada a possíveis influências de Marina Berlusconi, filha mais velha do fundador Silvio Berlusconi.
  • A derrota no referendo provocou uma série de demissões na maioria governista e gerou críticas da oposição, que cobra definição de um programa para a centro-direita.

Gasparri deixa a liderança do grupo do Forza Italia no Senado. Em 14 de 20 senadores, houve pedido formal para sua substituição, e Stefania Craxi assume a vaga. A mudança ocorre sob o contexto de fraqueza do governo após o referendo sobre justiça.

Gasparri afirmou ter decidido sair de forma independente, ressaltando que a trajetória política exige responsabilidade mesmo diante de momentos complexos. Stefania Craxi, atual presidente da Comissão de Assuntos Exteriores e Defesa, assume a liderança do FI no Senado.

A direção do partido agradeceu a Gasparri pelo serviço. Antonio Tajani, secretário nacional e ministro das Relações Exteriores, desejou sucesso a Craxi na nova função e destacou a continuidade das ações do FI.

O recuo de Gasparri sucede a saída de Daniela Santanchè do cargo de ministra do Turismo, na véspera. Analistas veem uma tentativa do governo de demonstrar adaptação diante do resultado desfavorável no referendo.

Segundo fontes do FI à Ansa, Gasparri recebeu um prazo de cerca de 48 horas para organizar a saída. A movimentação também é atribuída a pressões de Marina Berlusconi, herdeira do fundador Silvio Berlusconi, sobre o rumo político do partido.

O referendo de justiça não atingiu o campo governista, gerando consequências internas. Entre as saídas recentes estão Andrea Delmastro Delle Vedove, subsecretário de Justiça, e Giusi Bartolozzi, chefe de gabinete do ministro Carlo Nordio.

Críticos da coalizão, como o deputado Angelo Bonelli, destacaram uma crise no centro-direita e pediram definição de um programa alternativo ao governo. A atuação do bloco tem sido marcada por ajustes para evitar crise governamental.

A onda de demissões é acompanhada de tensão política regional, com partidos de oposição cobrando ações mais firmes. O governo busca manter estabilidade ao mesmo tempo em que enfrenta críticas sobre políticas econômicas e energéticas.

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