- Justiça da Itália aceitou o pedido brasileiro de extradição da ex-deputada Carla Zambelli; a decisão final cabe ao governo italiano, após a análise de recursos.
- Se extraditada, Zambelli ficará detida na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, no retorno ao Brasil.
- A defesa pode recorrer à Corte de Cassação de Roma; o Ministério das Relações Exteriores acompanhará o eventual processo.
- Zambelli foi condenada pelo STF a dez anos de prisão e ao pagamento de R$ 2 milhões por danos coletivos relacionados à invasão do sistema do CNJ; foi presa em Roma em julho de 2025.
- Em agosto de 2025, ela também foi condenada a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma e por constrangimento ilegal a um jornalista; houve perda do mandato após o fim do prazo de recurso.
A Justiça da Itália aceitou nesta quinta-feira o pedido do Brasil para extraditar Carla Zambelli, ex-deputada federal do PL-SP. A decisão final depende do governo italiano, que analisará recursos.
A ex-parlamentar está detida na Itália desde julho de 2025, após ser presa em Roma. A defesa informou que já apresentou defesa e que a Corte de Cassação de Roma pode ser acionada.
Caso ocorra a extradição, Zambelli ficará sob custódia na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. A confirmação veio por meio do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em resposta a solicitação italiana.
Condenações e prisão
Carla Zambelli foi condenada, em maio de 2025, pelo STF a 10 anos de prisão e ao pagamento de R$ 2 milhões por danos coletivos, por invadir o sistema do CNJ. A decisão também determinou a prisão preventiva.
Segundo as investigações, a ex-deputada foi autora intelectual da invasão para emitir um mandado de prisão falso contra Moraes, com o hackeamento realizado por Walter Delgatti, conforme as apurações.
Em junho de 2025, Zambelli deixou o Brasil e passou a ser considerada foragida, com inclusão do nome na lista vermelha da Interpol a pedido do ministro Moraes. Em julho, foi presa em Roma.
O governo brasileiro ajuizou formalmente o pedido de extradição ao STF, que encaminhou o requerimento ao governo italiano por meio do Itamaraty. Em agosto, ela também foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento contra um jornalista.
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