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Mendonça vota pela prorrogação da CPMI do INSS por até 60 dias

Mendonça vota pela prorrogação da CPMI do INSS por até 60 dias, dizendo que requerimento atende aos requisitos legais e preserva atuação da oposição

29/05/2023 - Brasília - Sessão plenária do STF. 18/05/2023 Ministro André Mendonça participa da sessão plenária. Foto: Carlos Moura/SCO/STF
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  • O ministro André Mendonça votou para manter a prorrogação da CPMI do INSS em até 60 dias.
  • Ele afirmou que o requerimento de prorrogação atende aos requisitos legais, com pelo menos 27 assinaturas de senadores e 171 deputados.
  • Mendonça defende que a prorrogação assegura o direito da minoria à continuidade da investigação, argumentando que há obstáculos para barrar os trabalhos.
  • O julgamento ainda precisa de nove votos; Viana já havia solicitado a prorrogação de até 120 dias devido à inércia do presidente do Senado.
  • A CPMI, iniciada em agosto do ano passado, investiga descontos indevidos em benefícios do INSS e ligações do Banco Master a empréstimos consignados; houve divulgação de conversas de Vorcaro, com dados repassados à comissão mediante autorização do relator.

O ministro André Mendonça, do STF, votou nesta quinta-feira (26) para manter sua decisão de prorrogar a CPMI do INSS por até 60 dias. A manifestação ocorreu no julgamento em que a Corte vai decidir se ratifica o voto do relator.

Mendonça sustentou que o requerimento de prorrogação atende aos requisitos legais, com 27 assinaturas de senadores e 171 deputados. Assim, segundo ele, a minoria política não pode ficar sem a oportunidade de acompanhar a investigação.

O ministro alertou sobre obstáculos ao andamento dos trabalhos e ao esgotamento do prazo da CPMI, que vence no próximo sábado (28). Segundo ele, impedir a prorrogação favoreceria a paralisia da comissão.

O julgamento no STF segue, com a apresentação de votos dos demais ministros. Ainda faltam nove votos para a definição final sobre a prorrogação.

Prorrogação em debate no STF

Na segunda-feira (23), Mendonça, relator do caso, havia dado 48 horas para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ler o requerimento de prorrogação. Caso não o fizesse, a prorrogação seria automática.

O ministro atendeu ao pedido do presidente da CPMI, senador Carlos Viana. Segundo Viana, houve omissão de Alcolumbre e da Mesa Diretora ao não receber o requerimento.

Mais cedo, diante da inércia, Viana decidiu prorogar a CPMI por até 120 dias e suspender a sessão até a conclusão do julgamento no STF, para obter a posição final.

Contexto da CPMI do INSS

A CPMI iniciou os trabalhos em agosto do ano passado para apurar descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Também investiga possíveis vínculos entre o Banco Master e empréstimos consignados irregulares.

Recentemente, a CPMI foi alvo de controvérsias após vazamentos de conversas do empresário Daniel Vorcaro, dono do Master. Os dados surgiram em celulares apreendidos pela PF e foram encaminhados à comissão com autorização de Mendonça.

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