- O ex-banqueiro Daniel Vorcaro tenta retirar o crime de organização criminosa da lista de acusações no acordo de delação premiada.
- A defesa pretende apresentar o esquema como horizontal, sem um chefe, para facilitar a colaboração.
- No acordo, Vorcaro deverá entregar documentos, confirmar informações do celular e indicar datas de encontros e conexões relacionados às fraudes do extinto banco Master e às ligações políticas.
- O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, é quem vai homologar ou não o acordo, que já conta com termo de confidencialidade assinado pelo delator.
- O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, também mudou a defesa para buscar participação na delação; ambos estão presos na operação Compliance Zero.
Daniel Vorcaro, ex-banqueiro, tenta afastar o crime de organização criminosa das acusações contra ele e eliminar a alegação de ser o líder do esquema. A defesa argumenta que, em delação, o delator precisa indicar o “andar de cima”.
A estratégia inclui, ainda, abrir mão da liderança para permitir a colaboração com as autoridades, discutindo a entrega de informações sobre outros envolvidos nas fraudes do extinto banco Master e suas ligações políticas.
O acordo de delação já começou a ser estruturado. Vorcaro assinou termo de confidencialidade, e o ministro André Mendonça, do STF, precisa homologar o acordo para que ele tenha validade.
Desde a última sexta-feira, 20, o ex-banqueiro recebeu nove visitas de advogados, cada uma com duração de cerca de uma hora, com anotações da defesa ao fim das reuniões.
Nesta quarta-feira, 25, Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, alterou a defesa com o objetivo de viabilizar um acordo de delação premiada, buscando inclusão na colaboração já em curso.
Ambos permanecem presos no âmbito da operação Compliance Zero. Vorcaro está na Superintendência da PF no Distrito Federal, enquanto Zettel está detido em um presídio no interior de São Paulo.
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