- O pré-candidato Romeu Zema chamou de “escândalo” a decisão do STF que derrubou a liminar de Mendonça e impediu a prorrogação da CPMI do INSS.
- A maioria dos ministros entendeu que a prerrogativa de prorrogar a CPMI é exclusiva do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre.
- Mendonça, relator, já havia acolhido pedido da CPMI para prorrogar os trabalhos, mas o STF decidiu pela não prorrogação segundo a leitura majoritária.
- A CPMI investiga fraudes em empréstimos consignados de aposentados e pensionistas; entre os alvos está o Careca do INSS e o suposto vínculo com Lulinha.
- Em relação aos vazamentos, houve abertura de inquérito; a PF afirmou que não houve divulgação de dados da vida privada, e Toffoli disse não ter acesso às informações do celular de Vorcaro.
Romeu Zema, pré-candidato à Presidência, classificou como escândalo a decisão do STF que derrubou a prorrogação da CPMI do INSS. O grupo afirmou que a postura do tribunal mostra “intocáveis” agindo contra o Brasil e prometeu encerrar a suposta farra do STF.
A decisão ocorreu nesta quinta-feira, 26 de março de 2026. A maioria dos ministros entendeu que a prerrogativa de prorrogar a CPMI cabe ao presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre. Mendonça ficou sozinho em posição oposta com o apoio de Fux.
A CPMI investiga fraudes em empréstimos consignados de aposentados e pensionistas do INSS. A comissão encerra as atividades em 28 de março e envolve apurações sobre o Careca do INSS e dados de Lulinha, com relatos sobre sigilos e contatos entre autoridades.
APURAÇÕES DA CPMI
Em meio às investigações, emergiu a discussão sobre a quebra de sigilo de Lulinha. O ministro Flávio Dino suspendeu a quebra, o que foi apontado como fator que comprometeu o andamento dos trabalhos. O presidente da CPMI afirmou que a decisão do ministro impactou a análise dos dados pelos congressistas.
O STF também questionou a finalidade do pedido de números de contato utilizados pela investigação. A Presidência do tribunal ressaltou que o objeto da CPMI pode influenciar a atuação da Diretoria-Geral e a matéria pode não se enquadrar na sua esfera.
QUEBRA DE SIGILO
A Polícia Federal entregou à CPMI uma pasta de 1,08 GB com informações da perícia em celulares ligados ao fundador do Banco Master. Entre os 221 arquivos, há imagens, e-mails e documentos que ajudam a mapear a rede de relações do empresário Vorcaro.
O material analisado pelo Poder360 aponta que a extração vai além de mensagens isoladas e inclui agenda, planos e correspondências. A cobertura jornalística traz, entre outros, relatos sobre contatos com autoridades, viagens e negócios do empresário.
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