- O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pediu para visitar o ex-assessor Filipe Martins na Casa de Custódia de Ponta Grossa (PR); a solicitação foi apresentada ao ministro do STF Alexandre de Moraes nesta quinta-feira (26) e não tem data marcada.
- Na petição, a defesa sustenta a necessidade de diálogo direto e reservado; a Gazeta do Povo informou que o pedido partiu de Zema, que já se conhecem há tempos, sem pauta definida para o encontro.
- Zema renunciou recentemente para disputar a Presidência; o vice, Mateus Simões, assumiu o cargo, ampliando o controle do PSD em sete das 27 unidades da federação.
- Filipe Martins está em custódia temporária; a prisão abriga cerca de 860 presos, além da capacidade para 355, e houve demanda de transferência devido a tratamento diferenciado, que gerou risco de rebelião.
- Moraes determinou a reversão da transferência para o Complexo Médico do Paraná; a defesa mantém pedido de reconsideração, mesmo com reforços da OAB e de câmeras de segurança. Martins foi condenado a 21 anos e seis meses por ações ligadas a tentativa de golpe de Estado e retornou à prisão preventiva após a PF acusá-lo de violar medida cautelar ao acessar o LinkedIn.
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pediu para visitar o ex-assessor Filipe Martins na Casa de Custódia de Ponta Grossa (PR). A solicitação foi enviada ao ministro do STF Alexandre de Moraes nesta quinta-feira (26). Não há data definida para o encontro.
A defesa afirma que o pedido parte do próprio Zema e que os dois se conhecem há tempos. O documento não aponta pauta específica para o encontro nem horário. A petição tramita na ação penal que controla a prisão preventiva de Martins.
Zema renunciou recentemente para concorrer à Presidência da República. O vice, Mateus Simões (PSD), assumiu o cargo, ampliando o controle do seu partido sobre o governo federal.
Contexto da custódia de Filipe Martins
Martins está em custódia temporária. A unidade tem capacidade para 355 presos, mas hoje abriga cerca de 860. A diferença gerou tensão entre detentos, que perceberam tratamento diferenciado do ex-assessor, que usa cela individual.
Diante da situação, houve ameaça de rebelião que a unidade não conseguiu conter. Mesmo com ajuda da OAB e reforços, a direção solicitou medida emergencial para transferência.
Reação de autoridades e desdobramentos
O STF, representado por Moraes, questionou a decisão de transferir Martins e determinou a reversão antes de resposta oficial do presídio. A medida foi comunicada antes da resposta final da unidade.
Martins foi condenado a 21 anos e seis meses no âmbito das ações sobre tentativa de golpe de Estado. A acusação envolve a elaboração de uma minuta que poderia embasar um estado de exceção, tida como golpe.
O ex-assessor retornou à prisão preventiva após a PF acusá-lo de acessar o LinkedIn, desrespeitando a proibição de redes sociais. A defesa registrou o histórico de acessos, e Moraes manteve a prisão.
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