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CPMI aponta participação de escalões no encobrimento de assalto a aposentados

Relatório da CPMI aponta participação de ministros e senadores em esquema que desviou recursos de aposentados, movimentando quase R$ 40 bilhões

Parecer do deputado Alfredo Gaspar tem mais de 5 mil páginas e pode indiciar mais de 200 pessoas por participação no esquema. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)
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  • Relatório final da CPMI do INSS, com mais de cinco mil páginas, começou a ser lido nesta sexta-feira (27) e pode haver sessão extra no sábado para votar o parecer.
  • Gaspar afirma que altos escalões encobriram assalto a aposentados, envolvendo parlamentares e ministros, além de presidentes do INSS e diretores de benefício.
  • A CPMI aponta a participação de deputados federais, servidores e dirigentes de entidades que negociavam percentuais sobre o crime e assinavam atos com aparência de regularidade.
  • Operadores movimentaram quase 40 bilhões de reais com o apoio de fintechs e empresas de fachada ao longo de anos.
  • Ao menos 228 pessoas devem ser indiciadas.

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou no relatório final que altos escalões encobriam um esquema de desvio de mensalidades cobradas de beneficiários do INSS. O material aponta participação de parlamentares e de dirigentes no esquema que fraudava pagamentos a aposentados.

O relatório, com mais de 5 mil páginas, foi iniciado na última reunião da comissão, marcada por intensas discussões. A leitura pode se estender ao longo do dia, e há possibilidade de sessão extra no sábado para votação do parecer.

Segundo Gaspar, investigadores identificaram figuras em posições elevadas do poder econômico e político, incluindo um senador descrito pela PF como liderança do esquema. Também houve menção a ministros de Estado que teriam incentivado ou encoberto as irregularidades, além de presidentes do INSS e diretores de benefício cujos nomes aparecem em planilhas de propina.

Desdobramentos internos

A CPMI aponta ainda a participação de deputados federais, servidores e dirigentes de entidades ligadas ao INSS, que teriam negociado percentuais sobre o produto do crime. Os acusados teriam assinado atos administrativos com aparência de regularidade, enquanto operadores movimentavam quase 40 bilhões de reais com o apoio de fintechs e empresas de fachada, por anos.

A comissão estima que pelo menos 228 pessoas devem ser indiciadas, conforme o andamento da leitura do relatório. O contexto envolve a retirada indevida de recursos de aposentados e o uso de mecanismos para maquiar a ilegalidade.

Avanços e próximos passos

O relatório final será analisado pelopleno em sessão que pode ocorrer neste final de semana, conforme calendário da CPMI. A expectativa é que o parecer seja votado para encaminhamentos legais e institucionais, com base nas evidências apresentadas ao longo dos trabalhos.

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