- A CPMI do INSS rejeitou, na madrugada de sábado, o parecer do relator Alfredo Gaspar, que propunha o indiciamento de mais de 200 pessoas.
- O documento de Gaspar tem cerca de 4,3 mil páginas e englobava empresários, intermediários, servidores, entidades e políticos envolvidos em descontos indevidos a aposentadorias e pensões.
- Com a rejeição, aliados do governo Lula pressionam pela nomeação de um novo relator para ler o “relatório paralelo” dos governistas.
- O parecer de Gaspar criticou o STF por suposto esvaziamento dos poderes da CPMI e sugeriu investigações sobre o ministro Dias Toffoli e o dono do Banco Master, entre outros.
- O relatório paralelo, chamado de “Relatório da Maioria”, recomenda o indiciamento de 131 pessoas, incluindo Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro, além de aprofundar apurações sobre 71 nomes.
A CPMI do INSS rejeitou, na madrugada deste sábado, o parecer apresentado pelo relator Alfredo Gaspar. A sessão ocorreu em Brasília e envolveu a análise de um texto de cerca de 4,3 mil páginas. O objetivo era o indiciamento de mais de 200 pessoas nos desvios de descontos em aposentadorias e pensões.
A votação ocorreu após Gaspar defender o indiciamento de diversos investigados. Parlamentares próximos ao governo pressionam pela indicação de um novo relator para ler o chamado “relatório paralelo” elaborado pela base governista. A leitura do parecer de Gaspar se estendeu pela sexta-feira.
A base governista apresentou um relatório alternativo com divergências em relação aos indiciamentos, incluindo o pedido de indiciar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. A comissão encerrou os trabalhos ainda sem prorrogação do prazo determinada pelo STF.
Relatório paralelo
O relatório da maioria, elaborado pela base governista, indica 131 pessoas para indiciamento. Entre elas está o senador Flávio Bolsonaro, pelo crime de organização criminosa, e o ex-presidente Jair Bolsonaro, por furto qualificado contra idoso, organização criminosa e improbidade administrativa.
Além disso, o documento sugere aprofundar investigações sobre 71 nomes, entre pessoas físicas e empresas. Entre os apontados está Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, que passa a figurar entre os alvos de apuração.
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