- Deltan Dallagnol, agora filiado ao Novo, busca uma vaga no Senado na eleição de outubro, mesmo sob a sombra de uma decisão do TSE que o deixou inelegível para 2022.
- A defesa diz que pode analisar o novo registro de candidatura e pretende reunir provas para confirmar a elegibilidade de Deltan.
- Em 2023, o TSE indeferiu o registro por entender que havia inelegibilidade pela exoneração do Ministério Público para evitar PAD, mesmo sem PAD aberto; o TRE do Paraná, no entanto, já havia deferido o registro naquele momento.
- O cenário para 2026 envolve a possível formação de chapa com Filipe Barros (PL) e Cristina Graeml, encabeçada pelo senador Sérgio Moro, com Deltan defendendo anistia a envolvidos no 8 de janeiro e criticando o STF.
- Além da atuação política, Deltan mantém agenda ligada a valores cristãos conservadores, participa de eventos evangélicos e participou de atividades públicas em Curitiba.
Deltan Dallagnol, ex-coordenador da Lava Jato, busca uma vaga no Senado em 2026. Filiado ao Novo, ele prepara estratégia para contestar eventual impugnação de sua candidatura. A defesa encara a análise do registro como caminho para demonstrar elegibilidade.
O TSE cassou o mandato de Dallagnol em 2023 e indeferiu seu registro para deputado, sob argumento de inelegibilidade por excerção do MPF antes de PAD em trâmite. A defesa sustenta que circunstâncias passadas não devem impedir a candidatura atual.
Deltan era o candidato mais votado entre novos talentos no Paraná em 2018, quando disputou pelo Podemos. Hoje, o registro é tentado pelo Novo, após mudança de sigla. A apreciação depende de novo julgamento e de provas prévias apresentadas pela defesa.
A defesa afirma que o registro deve ser reanalisado com foco no conjunto de provas e na transição para a vida política, não como manobra para contornar problemas funcionais. O grupo também ressalta que o CNMP pode influenciar futuros procedimentos.
Na prática, o desafio envolve reunir evidências para contestar a ideia de inelegibilidade, considerando a jurisprudência do TSE e mudanças de composição de tribunais. A persecução eleitoral segue em andamento para 2026.
Contexto eleitoral
A candidatura de Deltan aparece num cenário de rivalidade com nomes do PT, União Brasil e PL. Caso confirme-se a postulação, o ex-procurador dividirá espaço com adversários que atuam em campos ideológicos próximos ao seu, com foco em temas de segurança pública e combate à corrupção.
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