- Edilson Damião tomou posse como governador de Roraima na sexta-feira, 27, após a renúncia de Antonio Denarium.
- O engenheiro de 46 anos é filiado ao União Brasil, ex-vice-governador desde 2022 e atual presidente do partido no estado; revelou plano de disputar a reeleição.
- Damião e Denarium respondem a um processo de cassação no Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, com o julgamento ainda em andamento.
- O processo já passou por várias fases: início em agosto de 2024, primeiras suspensões, retomada em agosto de 2025, e novas suspensões após pedidos de vista; a relatora votou pela cassação.
- Se a cassação for confirmada, o mandato pode ser cassado; Denarium pode ficar inelegível por até oito anos, e o TSE ainda não definiu a pauta para conclusão do julgamento. Ainda há prazo de até 60 dias para vista do processo pelos ministros.
Edilson Damião assumiu hoje o governo de Roraima, após a renúncia do governador Antonio Denarium. O engenheiro civil, 46 anos, é vice-governador desde 2022 e assumiu o Palácio Senador Hélio Campos nesta sexta-feira. A posse é resultado da saída de Denarium do cargo.
Damião deixou o Republicanos em março deste ano e se filiou ao União Brasil, assumindo também a presidência do partido em Roraima. A transição ocorre em meio a um cenário de disputa pela reeleição e de investigações em curso no TSE.
O processo de cassação envolvendo Damião e Denarium continua em tramitação no Tribunal Superior Eleitoral. A linha do caso aponta abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, com decisões ainda pendentes.
Processo de cassação em andamento
O TSE iniciou o julgamento em agosto de 2024, com andamentos alternados entre suspensão e retomada ao longo de 2025. Uma vez iniciado, o Ministério Público e a defesa apresentam seus argumentos, enquanto a presidente do tribunal pauta novas sessões.
Antes da segunda suspensão, a relatora Isabel Gallotti votou pela cassação, com um voto de 82 páginas. Em novembro de 2025, André Mendonça acompanhou o voto, mas o andamento foi novamente interrompido por novo pedido de vista.
Pelas regras do TSE, o pedido de vista pode durar até 60 dias. Nunes Marques teve prazo até 11 de janeiro de 2026 para devolver o processo ao plenário. A pauta depende de decisão da presidente Carmen Lúcia para avançar.
Denarium pode ficar inelegível por oito anos caso a cassação seja confirmada. A renúncia não encerra o processo, que continua a tramitar no TSE, mantendo Damião como investigado. As informações são corroboradas por registros oficiais e veículos de imprensa.
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