- MPF denunciou quatro pessoas, incluindo o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, por obstrução à Justiça, com suspeita de desligar câmeras e retirar malas e pastas com documentos antes da chegada da Polícia Federal.
- Na operação de 23 de janeiro, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão e não encontrou documentos do Rioprevidência no apartamento.
- A investigação aponta que houve divisão de tarefas e atuação coordenada para dificultar as investigações, com ações que teriam atrasado a atuação policial.
- Bruno Elias Hins, responsável pela segurança do prédio, é acusado de apagar imagens a pedido de Deivis; Aroldo Morais Elliot teria levado um Porsche do Rio de Janeiro para Santa Catarina para tentar evitar a apreensão.
- Deivis foi preso em 3 de fevereiro de 2026 na segunda fase da Operação Barco de Papel; o STJ manteve a prisão preventiva em 19 de março de 2026.
O Ministério Público Federal denunciou quatro pessoas por obstrução à Justiça, entre elas o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes. A denúncia aponta uma operação coordenada para dificultar investigações sobre investimentos do fundo de previdência dos servidores do estado do Rio de Janeiro, incluindo aproximadamente R$ 970 milhões aplicados no Banco Master. A ação envolve desligamento de câmeras, retirada de bens e ocultação de documentos.
Segundo os autos, houve divisão de tarefas entre os investigados para atrasar a atuação da Polícia Federal durante a operação. O cumprimento de mandados de busca e apreensão, em 23 de janeiro, ocorreu quando o apartamento de Deivis já estava praticamente vazio, conforme o MPF. Em menos de dez dias, câmeras teriam sido desligadas, imagens apagadas e bens retirados com o objetivo de ocultar provas.
Denunciados e acusações
Entre os denunciados está Bruno Elias Hins, responsável pela empresa de segurança do prédio, suspeito de apagar imagens a pedido de Deivis. Aroldo Morais Elliot, motorista do ex-presidente, é acusado de ter deslocado um Porsche do Rio de Janeiro para Santa Catarina para evitar a apreensão do veículo.
O inquérito aponta que o carro está em nome de Rodrigo Schmitz, mas seria utilizado por Deivis e pela esposa. O MPF sustenta que as ações visavam driblar a Polícia Federal e atrapalhar o andamento das investigações sobre irregularidades na gestão do Rioprevidência e os investimentos no Banco Master.
Andamento do processo
Deivis Marcon Antunes foi preso pela Polícia Federal em 3 de fevereiro de 2026, durante a segunda fase da Operação Barco de Papel, ao retornar dos Estados Unidos. O STJ manteve sua prisão preventiva em 19 de março de 2026, após negar habeas corpus por risco de obstrução das investigações e de interferência na coleta de provas.
A apuração segue para determinar a extensão das ações, apurando demais envolvidos e os impactos dos investimentos questionados no Rioprevidência.
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