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Relatório cita mesada do Careca do INSS para Lulinha

Relatório da CPMI do INSS aponta indiciamento de Lulinha e de 215 suspeitos, entre eles o Careca do INSS, por fraude, corrupção e lavagem de dinheiro

Relatório pediu o indiciamento do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República
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  • Relatório final da CPMI do INSS, apresentado em 27 de março de 2026, pediu o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.
  • O documento também solicita o indiciamento de 215 pessoas, incluindo Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
  • Depoimento da Polícia Federal cita pagamento de R$ 25 milhões ao filho do presidente e um adiantamento mensal de R$ 300 mil, com Lulinha ajudando lobista e o Careca do INSS a abrir portas no governo.
  • O elo entre Lulinha e o Careca do INSS seria a lobista Roberta Luchsinger, que teria recebido R$ 1,4 milhão por consultoria; o dinheiro seria utilizado para passagens de primeira classe e hospedagens de luxo.
  • O ex-ministro Carlos Lupi é alvo de indiciamento por prevaricação, omissão e blindagem da cúpula do INSS; também estão na lista Weverton Rocha e Euclydes Pettersen, entre outros.

O relatório final da CPMI do INSS, apresentado nesta sexta-feira (27.mar.2026), recomenda o indiciamento do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento aponta que Lulinha atuou como facilitador de um esquema de fraude envolvendo o INSS. Além dele, outras 215 pessoas são citadas.

Segundo o texto, houve depoimento da Polícia Federal citando pagamento de 25 milhões de reais pelo Careca do INSS ao filho do presidente, além de um repasse mensal de 300 mil reais. O relatório sustenta que Lulinha ajudou uma lobista e o Careca do INSS a abrir portas no governo para interesses ilegítimos.

A ligação entre Lulinha e o Careca do INSS seria intermediada por Roberta Luchsinger, lobista. O relatório afirma que ela recebeu 1,4 milhão em serviços de consultoria, movimentando recursos usados para fins pessoais de autoridades ligadas ao esquema.

Indiciamentos e alvos principais

O documento também indica o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi, sob indícios de prevaricação, omissão e blindagem da cúpula do INSS. O texto sustenta que Lupi ignorou alertas sobre fraudes, ampliando descontos indevidos de 706 milhões de reais em 2022 para mais de 3,3 bilhões em 2024.

Entre os indiciados estão ainda Weverton Rocha, descrito pela PF como liderança do esquema, Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e Euclydes Pettersen. O relatório aponta atuação para capturar a cúpula do INSS e blindar entidades como a Conafer, com movimentação financeira superior a 30 milhões de reais.

Estrutura e crimes envolvidos

A seção dedicada à lavagem de dinheiro detalha a atuação de um núcleo financeiro e operacional, cobrando taxas não autorizadas de idosos de baixa renda. A organização criminosa envolve servidores do INSS, diretores de benefícios e operadores de lavagem por meio de contas de passagem, sindicais e empresas de corretagem.

Os crimes listados incluem organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, furto e fraude eletrônica. O relatório encaminha provas ao STF, à PF e ao Ministério Público, para ressarcimento aos cofres públicos e aos beneficiários lesados.

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