- STF encerra a CPMI do INSS, encerrando a investigação sobre irregularidades na Previdência Social.
- Relator Gilmar Mendes informou que cerca de 200 indiciados foram citados, incluindo Jair Bolsonaro.
- Bolsonaro recebeu alta após cirurgia de retirada de câncer no intestino e está em repouso em Brasília.
- Investigações sobre Bolsonaro e outros indiciados devem continuar em outras instâncias, como o Ministério Público Federal e a Polícia Federal.
- A decisão foi saudada por aliados do governo e do Congresso, enquanto opositores criticaram por impactar a transparência e o combate à corrupção.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (27) pelo encerramento da CPMI do INSS, criada em 2019 para investigar irregularidades na concessão de benefícios previdenciários e na gestão do órgão. A decisão encerra a comissão, com base em parecer do relator, ministro Gilmar Mendes.
Mendes informou que a CPMI não tinha mais motivações para continuar, citando investigações que já ocorriam em outras instâncias. Segundo o ministro, a continuidade de apurações estaria prevista apenas se houvesse motivos legais e constitucionais suficientes, caso a caso.
O ministro ressaltou que a apuração sobre Jair Bolsonaro e demais indiciados pode seguir em outras instâncias, como o Ministério Público Federal e a Polícia Federal. Não houve, na decisão, indicação de novas queixas contra outras pessoas.
Bolsonaro recebeu alta nesta manhã após cirurgia de retirada de câncer no intestino e está em repouso em Brasília. O ex-presidente ainda não se pronunciou oficialmente sobre a decisão do STF, segundo apuração do veículo.
A decisão foi recebida de forma diversa por diferentes setores. Aliados do governo e do Congresso consideraram que o STF evita uso político da CPMI e reforça segurança jurídica. Oposição avaliou como possível entrave à transparência.
Desdobramentos do andamento das investigações
Gilmar Mendes destacou que novas investigações podem abrir desde que respeitados os limites legais. O STF continuará acompanhando para garantir legalidade e imparcialidade nos procedimentos.
A maior parte da cobertura pública se volta para o impacto institucional: fim da CPMI do INSS, continuidade de investigações em outras instâncias e a expectativa de fiscalização independente na Previdência Social.
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