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Tensão entre poderes faz avaliação negativa do STF atingir recorde

Avaliação do STF atinge recorde negativo de 52%, com apenas 9% de avaliação positiva, em meio a tensão entre os poderes

Entre os que desaprovam Lula, a rejeição ao STF é maioria: 61% consideram o trabalho ruim ou péssimo e só 3% avaliam positivamente, mostra a pesquisa
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  • A pesquisa PoderData aponta avaliação negativa do STF em cinquenta e dois por cento, o maior índice desde dois mil e vinte e um, com apenas nove por cento avaliando de forma positiva.
  • Entre quem desaprova o governo, a rejeição ao STF chega a sessenta e um por cento e apenas três por cento avaliam o tribunal positivamente.
  • O estudo aponta que o STF deixou de ser visto como instituição apartidária e a relação com o Congresso está cada vez pior.
  • Se esse quadro persistir após a eleição, especialmente sem Lula na presidência, aumenta a possibilidade de avanços de impeachment contra ministros.
  • A pesquisa ouviu duas mil e quinhentas pessoas em cento e trinta e dois municípios, nas vinte e sete unidades da federação, com margem de erro de dois pontos percentuais.

A pesquisa PoderData, realizada de 21 a 23 de março de 2026, aponta que 52% dos entrevistados classificam o desempenho do STF como ruim ou péssimo. O índice é o mais baixo já registrado pela série histórica, enquanto apenas 9% avaliam como bom ou ótimo.

Entre os que desaprovam o governo de Lula, a rejeição ao STF é majoritária: 61% veem o trabalho da Corte como ruim ou péssimo, e 3% o avaliam positivamente. Entre os apoiadores do presidente, a percepção negativa fica em 37%, com 18% de avaliação positiva.

Contexto e números-chave

A queda de legitimidade do STF é apresentada como um efeito de tensão entre os Poderes. A relação da Corte com o Congresso é citada como deteriorando-se com o tempo, o que pode impactar decisões institucionais no cenário pós-eleição.

Implicações políticas

O estudo sugere que, em um eventual cenário sem Lula na Presidência, novas frentes de atuação, como pedidos de impeachment contra ministros, apareçam com mais força. O Senado ainda não cassou nenhum ministro, mas o risco tem sido destacado pela análise.

Sobre a metodologia

O levantamento contou com 2.500 pessoas com 16 anos ou mais, em 132 municípios, em todas as 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, em nível de 95% de confiança.

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