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Governistas comemoram rejeição ao relatório da CPI do INSS

Governistas comemoram a rejeição do relatório da CPMI do INSS, evitando indiciamento de Lulinha e de 215 investigados

Os deputados federais do PT Alencar Santana (à esq.), Paulo Pimenta (centro) e Rogério Correia (à dir.) comemoram o resultado
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  • A base governista rejeitou o relatório final da CPMI do INSS, que indiciava Lulinha e mais 215 investigados por fraudes na Previdência.
  • A vitória foi articulada pelo Palácio do Planalto, com atuação de congressistas para derrotar o parecer do relator.
  • O relatório apontava crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e estelionato contra Lulinha e demais investigados.
  • Seguros destacavam desvios com descontos indevidos em aposentadorias e pensões, além de empréstimos consignados irregulares.
  • Ao longo dos trabalhos, a CPMI promoveu 38 reuniões, mais de 1.000 quebras de sigilo e 649 pessoas e empresas tiveram dados sigilosos compartilhados.

O governo comemorou a rejeição ao relatório final da CPMI do INSS, visto como vitória política do Palácio do Planalto. O parecer indicava Lulinha, filho do presidente, e mais 215 investigados por fraudes na Previdência.

A base aliada atuou nos bastidores para derrotar o texto, que apontava um esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias, pensões e empréstimos consignados irregulares. A derrota do relatório esvazia o principal resultado da comissão.

Pelo documento rejeitado, Lulinha e outros investigados seriam responsabilizados por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e estelionato. Aliados afirmaram que o relatório tinha viés político e carecia de provas contra o filho do presidente.

FRAUDES NO INSS

A CPMI foi instalada para apurar fraudes no INSS, com foco em descontos associativos e consignados. Ao longo dos trabalhos, foram realizados interrogatórios, análises de documentos e quebras de sigilo aprovadas pela comissão.

Os aposentados de baixa renda teriam sido os principais prejudicados, com descontos realizados sem consentimento ou sem explicação. Ao todo, a CPMI aprovou mais de 1.000 pedidos de quebra de sigilo, incluindo dados bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos.

No total, 649 pessoas e empresas tiveram dados sigilosos acessados durante as investigações. A comissão realizou 38 reuniões entre sessões deliberativas e oitivas de testemunhas e investigados, além de convocações, requerimentos de informação e compartilhamento de dados com órgãos de controle.

Eis o balanço dos trabalhos da CPMI do INSS: o relatório final foi rejeitado pela base governista, influenciando o desfecho político da comissão.

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