- A CPMI do INSS rejeitou o relatório final que pedia o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e outras 215 pessoas.
- Votaram contra o texto 19 congressistas; entre os contrários estão Soraya Thronicke, Randolfe Rodrigues, Jaques Wagner, Humberto Costa, Lindbergh Farias e outros.
- Foram a favor do indiciamento 12 parlamentares, principalmente do PL e do Novo, como Magno Malta, Izalci Lucas, Eduardo Girão, Rogério Marinho, Damares Alves e Bia Kicis.
- A derrota do relatório teve apoio de uma articulação do Palácio do Planalto, com participação de líderes do PT, PSD e centrões.
- O documento original apontava indícios de tráfico de influência e irregularidades em contratos do INSS, além de citar dois ex-ministros da Previdência; com a rejeição, a CPI foi encerrada sem recomendações ao Ministério Público.
A CPMI do INSS rejeitou, na madrugada deste sábado (28 mar 2026), o relatório final que indicava indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e outras 215 pessoas por suspeitas de fraudes na Previdência. A votação, realizada em Brasília, contou com 19 votos contrários ao texto apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL).
Ao todo, 12 parlamentares e senadores votaram a favor do indiciamento, majoritariamente de partidos como PL e Novo. A oposição, segundo a leitura, foi derrotada após articular apoio de lideranças do PT, PSD e partidos de centro, incluindo PP e Republicanos.
Segundo a base governista, o relatório era inepto e teria sido usado como ferramenta política. Com a rejeição, a CPI foi encerrada sem recomendação de indiciamento ao Ministério Público. A decisão interrompe a investigação sobre o caso no INSS.
O que motivou a votação
O foco da comissão era apurar supostas fraudes envolvendo descontos associados a aposentados, com tentativas de desvio de recursos do INSS e irregularidades contratuais. No total, houve 38 reuniões, oitivas e compartilhamento de dados com órgãos de controle.
Quem votou contra e quem apoiou
Entre os parlamentares que votaram contra o indiciamento estavam Soraya Thronicke, Randolfe Rodrigues e Jaques Wagner, além de outros membros de PT, PSD e suit de partidos. Sobre o polo favorável, estiveram Magno Malta, Izalci Lucas, Adriana Ventura e outros nomes do PL, Novo e Republicanos.
Contexto institucional e desdobramentos
A decisão ocorre após uma decisão do Supremo Tribunal Federal que limitou o prazo da CPMI, mantendo a prerrogativa de prorrogação com o presidente do Congresso. A atuação do Planalto foi apontada como determinante para a derrota do relatório final.
O que vem a seguir
Com o afastamento do indiciamento, a CPI do INSS encerra seus trabalhos sem encaminhar ao Ministério Público recomendações de indiciamento. O tema, no entanto, permanece em discussão entre oposicionistas e governistas.
Fonte dos dados: relatório e cobertura da imprensa especializada, com base em informações veiculadas pela imprensa setorial sobre a votação e os desdobramentos político-institucionais.
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