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Moraes arquiva investigação contra governador do Espírito Santo por falta de provas

Moraes arquiva apuração contra Renato Casagrande por falta de provas, com trechos remetidos ao STJ

Segundo ministro do STF, não há prova concreta de que Casagrande tenha atuado com intenção de cometer irregularidades (Foto: Helio Filho/Governo do ES)
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  • O ministro Alexandre de Moraes arquivou a investigação contra o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, por falta de indícios mínimos de crime.
  • A citação ao governador surgiu a partir de mensagens achadas pela Polícia Federal no celular do desembargador Macário Ramos Júdice Neto, envolvido na Operação Unha e Carne.
  • Os diálogos indicavam tratativas de um processo envolvendo André Sampaio para viabilizar sua candidatura à prefeitura de Montanha (ES), com pedidos de rapidez na análise do caso.
  • Moraes entendeu que não há relevância jurídico-penal suficiente para justificar a abertura de inquérito contra Casagrande; os trechos que envolvem o desembargador foram encaminhados ao Superior Tribunal de Justiça.
  • A apuração envolve o ex-deputado TH Joias, suspeito de integrar esquema de corrupção ligado ao Comando Vermelho; cinco pessoas foram indiciadas pela PF, incluindo o desembargador Macário Ramos Júdice Neto.

O ministro do STF Alexandre de Moraes arquivou a investigação que envolvia o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB). A decisão indicou ausência de indícios mínimos de crime que justificassem a abertura de inquérito, segundo o relator.

A apuração fazia parte de um conjunto de diligências da Polícia Federal ligadas ao ex-deputado TH Joias. O foco era possível esquema de corrupção associado a qualificado tráfico de influência envolvendo autoridades. O inquérito que mirava Casagrande foi considerado sem fundamentação penal suficiente.

As mensagens apreendidas pela PF no celular do desembargador Macário Ramos Júdice Neto, do TRF-2, constavam no material periciado. Casagrande aparece em diálogos sobre processo envolvendo a candidatura de André Sampaio a Montanha (ES) e a solicitação de celeridade no tema.

Em uma das mensagens, o governador teria pedido rapidez na análise de um caso, enquanto em outro momento o desembargador solicitou a cessão de um assessor ao seu gabinete. A PF avaliou possível troca de favores e eventual advocacia administrativa, mas Moraes discordou dessa conclusão.

Diante da ausência de elementos que comprovassem crime ou dolo, Moraes decidiu pelo arquivamento do procedimento contra Casagrande. O despacho ressalta que não há prova concreta de atuação ilícita ou de benefício indevido ao governador.

Paralelamente, os trechos que envolvem o desembargador foram encaminhados ao STJ, instância competente para autoridades com foro. A movimentação preserva o andamento do que diz respeito a Macário Júdice Neto, conforme apurado pela PF.

Operação Unha e Carne

A PF investiga TH Joias, ex-deputado ligado a suspeitas de integrar esquema de corrupção com o Comando Vermelho. A apuração aponta uso do mandato para favorecer a facção, incluindo nomeação de aliados e negociações de armas.

Em fevereiro, a PF indiciou cinco pessoas por possível repasse de informações confidenciais à organização criminosa. Entre os citados estão TH Joias, o ex-presidente da ALERJ Rodrigo Bacellar e o desembargador Macário Júdice Neto. Os indiciados respondem por organização criminosa e outros delitos.

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