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Votos de cada parlamentar na rejeição do parecer da CPMI do INSS

Com 19 votos contrários, parecer da CPMI do INSS é rejeitado, fortalecendo a base governista e deixando em aberto próximos passos e indiciamentos

O parecer da CMPI do INSS foi rejeitado na madrugada deste sábado (28). (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
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  • O parecer da CPMI do INSS foi rejeitado na madrugada de sábado, com 19 votos contrários e 12 favoráveis, abrindo vitória para a base governista.
  • O relatório de Alfredo Gaspar (PL-AL) tinha mais de quatro mil páginas e pedia o indiciamento de mais de duzentas pessoas.
  • Entre os citados para possível indiciamento estavam Lulinha, filho do presidente, Daniel Vocaro e o “careca do INSS”; também apareciam parlamentares como o senador Weverton Rocha e o deputado Euclydes Pettersen.
  • A comissão, presidida pelo senador Carlos Viana, investigava fraudes relacionadas a descontos irregulares de aposentados e pensionistas.
  • Sem prorrogação da CPMI e com o parecer rejeitado, o próximo passo não está definido; houve contestações no STF sobre prorrogação, mas a medida foi derrubada pelo plenário.

Após a rejeição do parecer final da CPMI do INSS, a coalizão governista assegurou a vitória na madrugada deste sábado (28). O relatório, elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), trazia indícios de irregularidades em descontos de aposentados e pedia o indiciamento de mais de 200 pessoas.

A votação ocorreu no plenário da Câmara, enquanto a oposição controlava cargos-chave na CPMI. Além da oposição, o presidente do Senado tentou ampliar o mandato da comissão, mas a tentativa foi alvo de resistência e acabou sem prorrogação.

O desfecho ocorre em um momento de disputa institucional entre Legislativo e STF sobre o andamento das investigações. O ministro André Mendonça chegou a determinar a prorrogação da CPMI, mas o plenário da Corte derrubou a medida. Sem prorrogação, não há definição de novos passos.

Caso o parecer tivesse sido aprovado, apareciam nomes como Lulinha, filho do presidente Lula, e o “careca do INSS”, apontado como operador. Entre os elegíveis também estavam parlamentares, como o senador Weverton Rocha e o deputado Euclydes Pettersen.

Votos de parlamentares

Votos a favor (12):

  • Adriana Ventura (Novo-SP)
  • Alfredo Gaspar (PL-AL)
  • Bia Kicis (PL-DF)
  • Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
  • Coronel Fernanda (PL-MS)
  • Damares Alves (Republicanos-DF)
  • Eduardo Girão (Novo-CE)
  • Izalci Lucas (PL-DF)
  • Magno Malta (PL-ES)
  • Marcel Van Hattem (Novo-RS)
  • Marcio Bittar (PL-AC)
  • Rogério Marinho (PL-RN)

Votos contrários (19):

  • Alencar Santana (PL-SP)
  • Átila Lira (PP-PI)
  • Augusta Brito (PT-CE)
  • Dorinaldo Malafaia (PDT-AP)
  • Eliziane Gama (PSD-MA)
  • Humberto Costa (PT-PE)
  • Jaques Wagner (PT-BA)
  • Jussara Lima (PSD-PI)
  • Lindbergh Farias (PT-RJ)
  • Meire Serafim (União-AC)
  • Neto Carletto (Avante-BA)
  • Orlando Silva (PCdoB-SP)
  • Paulo Pimenta (PT-RS)
  • Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
  • Ricardo Ayres (Republicanos-TO)
  • Rogério Carvalho (PT-SE)
  • Rogério Correia (PT-MG)
  • Soraya Thronicke (Pode-MS)
  • Teresa Leitão (PT-PE)

A CMA da CPMI segue sem prazo definido para continuidade. Integrantes da base governista destacam a necessidade de apuração formal por meio de outras vias. A oposição aponta entraves institucionais, citando o STF e o Legislativo.

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