- A Assembleia do País de Gales aprovou o Deposit Scheme for Drinks Containers (Wales) Regulations 2026, criando a estrutura para o sistema de depósito no país.
- O esquema vale para recipientes de bebidas de 150 ml a 3 litros, feitos de plástico, aço, vidro ou alumínio, usados em Gales.
- A partir de 1º de outubro de 2027, quem fornecer bebidas nesses recipientes deve cobrar um depósito reembolsável, devolvido quando o recipiente vazio for devolvido a um ponto designado.
- O governo de Gales pretende nomear uma organização de gestão do depósito e avaliar a integração com o restante do Reino Unido, incluindo uma possível dimensão digital com código QR via Polytag.
- Partes da indústria reagiram com críticas, sobretudo pela inclusão de vidro no esquema, apontando riscos de custo, disponibilidade de produtos e desajustes regulatórios entre as nações do Reino Unido.
A Assembleia do País de Gales aprovou o Regulamento do Esquema de Depósito para Embalagens de Bebidas, abrindo caminho para o Sistema de Retorno de Depósitos (DRS) no país. A medida estabelece a base legal para a iniciativa, que difere do restante do Reino Unido.
O sistema cobrira embalagens de bebidas descartáveis, com capacidade entre 150 ml e três litros, feitas de plástico, metal, vidro ou alumínio, usadas em Gales. A partir de 1º de outubro de 2027, quem fornecer bebidas nessas embalagens deverá pagar um depósito reembolsável ao fornecedor, devolvendo o recipiente vazio a um ponto de retorno designado.
O governo galês prevê a criação de uma organização de gestão do depósito antes da data de lançamento e avalia a inclusão futura de embalagens reutilizáveis, como parte de uma economia circular. O objetivo é manter materiais valiosos em circulação e reduzir o lixo.
Interoperabilidade e impacto na indústria
Empresas com atuação transfronteiriça na UK já enfrentam dúvidas operacionais. Gales será a única nação a incorporar vidro no sistema de depósito, o que pode complicar a compatibilidade com o restante do país. Executivos de setores citam a necessidade de alinhamento de rotulagem, design do sistema e logística.
Principais associações do setor criticaram a inclusão do vidro. O setor teme menor disponibilidade de vinhos e destilados em lojas gaélicas e custos adicionais para produtores. Observam que um esforço coordenado entre as quatro nações facilitaria o funcionamento do DRS.
Empresas de bebidas também destacam que a implementação atual pode elevar custos e reduzir opções para consumidores, se o regime não for bem ajustado. A expectativa é de maior claridade sobre a organização gestora e sobre como o esquema galego se integrará ao quadro Reino Unido.
Dimensão digital e participação pública
Além do aspecto físico, o governo galês trabalha com uma opção digital de retorno de depósito, apoiada por tecnologia local. Consumidores poderão escanear códigos QR para reciclagem via aplicativos e reduzir a dependência de pontos físicos de retorno, em linha com o objetivo de facilitar a participação.
Projeta-se que o sistema digital complemente o retorno tradicional, aumentando a conveniência e a adesão sem exigir grandes infraestruturas. A implementação está prevista para ocorrer paralelamente ao lançamento em 2027.
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