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Base governista critica fala de Flávio sobre terras raras

Aliados do governo veem fala de Flávio Bolsonaro sobre negociar terras raras com os EUA como grave ameaça à soberania e caminho eleitoreiro

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
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  • Aliados do governo classificaram a fala de Flávio Bolsonaro sobre negociar minerais críticos com os Estados Unidos como traição à pátria e à soberania brasileira.
  • Flávio, pré-candidato à presidência, participou da CPAC ao lado do irmão Eduardo Bolsonaro e afirmou que o Brasil é a solução dos EUA para romper a dependência da China em terras raras.
  • José Guimarães, líder do governo na Câmara, disse que é gravíssimo e acusou o congressista de enganar eleitores enquanto articula intervenção de país estrangeiro nas eleições.
  • Gleisi Hoffmann afirmou que o discurso é um aceno ao presidente Donald Trump, lembrando vendilhões da pátria.
  • Lindbergh Farias e Pedro Campos também criticaram a fala, destacando ameaça à soberania e fazendo comparações com posicionamentos de Lula na Celac; a CNN questionou Flávio sobre as declarações.

No sábado (28), Flávio Bolsonaro participou da CPAC, conferência do movimento conservador nos Estados Unidos, ao lado do irmão Eduardo Bolsonaro. Em seu discurso, o senador afirmou que o Brasil seria a solução para os Estados Unidos romperem com a China na obtenção de minerais críticos, especialmente terras raras, e sinalizou que o Brasil poderia influenciar o destino regional nesse setor.

Aliados do governo passaram a ver a fala como um risco à soberania nacional. Eles afirmam ter sido grave a declaração de que o Brasil entregaria riquezas minerais a um país estrangeiro, e apontam motivação eleitoral por trás do gesto. As críticas surgiram nas redes sociais de dirigentes governistas.

Entre as manifestações de reação, a ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, disse que o discurso representa um aceno ao governo dos Estados Unidos. O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral, classificou o episódio como um dos mais graves das campanhas eleitorais, ao questionar a possível interferência externa no pleito.

Também houve avaliação de que há ameaça à soberania brasileira. O vice-líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias, afirmou que o país estaria sendo entregue em busca de apoio estrangeiro. Já o deputado Pedro Campos, do PSD, relacionou o tema a falas do presidente Lula sobre protagonismo regional em cadeias de minerais críticos.

A CNN solicitou comentários a Flávio Bolsonaro sobre as declarações, mantendo a linha de defesa da imprensa de buscar o posicionamento do senador. O conteúdo completo está sendo apurado pelas fontes oficiais envolvidas.

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