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Bolsonaro tem 24h para explicar fala de Eduardo sobre acesso a vídeo

Moraes concede 24h para Bolsonaro explicar suposto acesso a vídeo durante prisão domiciliar, com proibição de uso de celular

Brasília (DF) 07/08/2025 Fachada do condomínio Solar de Brasília, onde mora e cumpre prisão domiciliar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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  • O ministro Alexandre de Moraes, do STF, deu 24 horas para Jair Bolsonaro explicar o suposto acesso a um vídeo durante a prisão domiciliar.
  • Moraes informou que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está proibido de usar celulares ou qualquer meio de comunicação externo, direto ou por terceiros.
  • Eduardo Bolsonaro afirmou, em redes sociais, que enviaria ao pai a gravação da participação dele em um evento de políticos de direita nos Estados Unidos.
  • A decisão determina que os advogados regularizados pelo custodiado prestem esclarecimentos à Suprema Corte no prazo de 24 horas.
  • Bolsonaro está em prisão domiciliar temporária de 90 dias para se recuperar de broncopneumonia, com monitoramento por tornozeleira eletrônica e segurança da casa pela Polícia Militar; ele já foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou um prazo de 24 horas para o ex-presidente Jair Bolsonaro explicar o suposto acesso a um vídeo durante a prisão domiciliar. A medida envolve a divulgação feita pelo filho Eduardo Bolsonaro sobre encaminhar gravação da participação dele em evento de direita nos Estados Unidos.

Eduardo Bolsonaro afirmou, em redes sociais, que enviaria ao pai o vídeo da participação dele no evento. Segundo Moraes, a postagem precisa ser esclarecida no prazo estabelecido, sob pena de novas medidas pela Suprema Corte.

Moraes observou que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está proibido de usar celulares ou qualquer meio de comunicação externa, ainda que por terceiros. A decisão intimou os advogados do custodiado a prestar esclarecimentos.

Contexto

Na semana anterior, Moraes havia concedido prisão domiciliar temporária de 90 dias ao ex-presidente, para recuperação de broncopneumonia. Durante esse período, Bolsonaro fica monitorado por tornozeleira eletrônica e tem a segurança da Polícia Militar.

O caso está ligado à condenação de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da denominada trama golpista. A decisão segue o histórico judicial do ex-presidente, com desdobramentos em várias fases do processo.

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