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Defesa de Bolsonaro afirma que ele não teve acesso a vídeo do filho Eduardo

Defesa de Bolsonaro afirma que ele não teve acesso ao vídeo de Eduardo, após Moraes estabelecer prazo para esclarecer possível descumprimento da prisão domiciliar

Defesa de Jair Bolsonaro diz que ele não teve acesso a vídeo gravado pelo filho, Eduardo Bolsonaro
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  • A defesa de Jair Bolsonaro informou ao Supremo que ele não teve acesso aos vídeos gravados pelo filho, Eduardo Bolsonaro, em evento nos Estados Unidos.
  • O ministro Alexandre de Moraes havia dado prazo para Bolsonaro explicar se descumpriu a proibição de usar celular durante a prisão domiciliar.
  • A acusação dizia que Bolsonaro teria descumprido a regra ao assistir a transmissão em que Eduardo aparece segurando o telefone, simulando a linha com o pai.
  • Os advogados afirmam que Bolsonaro não soube previamente da gravação nem da divulgação pública.
  • Bolsonaro voltou para casa na sexta-feira, 27 de março, para cumprir a prisão domiciliar, após passar duas semanas internado; Moraes mantém as restrições e avisos sobre eventual retorno ao regime fechado.

Jair Bolsonaro pode ter descumprido a regra que proíbe o uso de celular após ser colocado em prisão domiciliar, segundo a defesa do ex-presidente. O argumento é de que ele não teve acesso aos vídeos gravados por Eduardo Bolsonaro durante evento nos Estados Unidos e divulgados nas redes.

A defesa informou ao Supremo Tribunal Federal que Bolsonaro não soube previamente da gravação nem de sua divulgação. O habeas corpus em questão trata da eventual violação das condições impostas pela prisão domiciliar humanitária.

Segundo os advogados, Bolsonaro cumpre de forma rigorosa todas as condições da medida, que passou a vigorar após sua saída do hospital. Ele retornou para casa na sexta-feira (27) para cumprir a prisão domiciliar após duas semanas internado com broncopneumonia.

O Ministério Público e o STF já discutiam prazos para que o ex-presidente explicasse eventuais descumprimentos. Moraes havia determinado prazo para esclarecimentos sobre a suposta infração relacionada ao uso de celular e redes sociais.

Caso fique comprovado que Bolsonaro assistiu ao vídeo ou teve acesso à transmissão, a decisão pode motivar a revogação da prisão domiciliar ou o retorno ao regime de prisão no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília.

O ministro Alexandre de Morais já havia negado pedidos anteriores de relaxamento das medidas. Em suas decisões, ele ressaltou que o descumprimento das regras pode levar à revogação da medida e ao retorno imediato ao regime fechado ou, se necessário, ao hospital penitenciário.

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