- O ministro Flávio Dino ampliou a apuração sobre emendas parlamentares enviadas pelo senador Carlos Viana para a Fundação Oasis, ligada à Igreja Batista da Lagoinha.
- As investigações buscam esclarecer suposta falta de transparência e rastreabilidade de, ao todo, 3,6 milhões de reais repassados entre 2019 e 2025.
- Dino determinou que, em até dez dias, sejam encaminhados ao Supremo todos os documentos sobre os repasses às prefeituras de Capim Branco e Belo Horizonte e à fundação.
- A decisão ocorreu após o senador e o Senado enviarem respostas sobre as alegações de irregularidades, em meio a críticas sobre a atuação na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI).
- A defesa de Carlos Viana afirma estar sendo alvo de ataques e pretende apresentar documentos e esclarecimentos técnicos em entrevista coletiva.
O ministro Flávio Dino, do STF, ampliou nesta segunda-feira a apuração sobre supostas irregularidades envolvendo emendas parlamentares do senador Carlos Viana (Podemos-MG) à Fundação Oasis, ligada à Igreja Lagoinha. A decisão vem após ele receber respostas do parlamentar e do Senado sobre transparência e rastreabilidade dos repasses, que somam 3,6 milhões de reais entre 2019 e 2025.
Dino determinou que, em até 10 dias, sejam encaminhados ao Supremo todos os documentos relativos aos repasses às emendas, à Fundação Oasis e às prefeituras de Capim Branco e Belo Horizonte, também beneficiadas pelas transferringências. A análise foca na insuficiência de transparência e rastreabilidade dos recursos.
O caso chegou ao STF após deputados questionarem a suposta ligação pessoal de Viana com a Lagoinha e acusarem o parlamentar de tentar blindar investigações da CPMI contra as entidades.
Defesa
Carlos Viana afirmou, em publicação, que recebe ataques por ter atuado como presidente da CPMI do INSS e prometeu apresentar documentos e esclarecimentos técnicos em entrevista coletiva marcada para amanhã. A defesa sustenta que as ações ocorreram dentro da legalidade e que há divergências sobre a análise de transparência.
Desdobramentos
Ouvidos pela reportagem, parlamentares citam que a CPMI tratava de temas relevantes para a pauta de idosos, enquanto o STF aguarda o envio dos documentos solicitados para a continuidade da apuração. O Ministério Público também pode acompanhar o andamento conforme a requisição de informações.
Entre na conversa da comunidade