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Esquerda critica Flávio Bolsonaro por comentário sobre terras-raras

Esquerda critica Flávio Bolsonaro por fala sobre terras-raras, acusando-o de submeter o Brasil aos EUA e reacender debate sobre dependência de minerais estratégicos

O senador participou neste sábado (28.mar.2026) da CPAC, principal evento de direita nos EUA
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  • O senador Flávio Bolsonaro afirmou, em discurso na CPAC nos EUA, que o Brasil pode ser “uma solução” para reduzir a dependência dos Estados Unidos em relação à China na oferta de terras-raras e minerais críticos.
  • A fala gerou críticas de esquerda e do governo Lula nas redes sociais, incluindo cobrança de monitoramento internacional das eleições brasileiras e defesa de pressão diplomática para funcionamento das instituições.
  • Guilherme Boulos classificou a declaração como o “fato mais grave das eleições de 2026 até aqui” e afirmou que haveria compromisso com a entrega de recursos estratégicos a quem oferecer apoio externo.
  • Gleisi Hoffmann publicou que Flávio e Eduardo Bolsonaro estariam nos EUA “fazendo juras de subserviência a Donald Trump” e que episódios assim mostram que a oposição não recuou de posições anteriores.
  • O Brasil detém a segunda maior reserva de terras-raras do mundo, cerca de 23% do total, além de 8% das reservas de lítio e 93,1% do niobio, recursos estratégicos para tecnologia e defesa, mas a extração é complexa e cara.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acionou a imprensa internacional ao afirmar que o Brasil pode ser uma solução para reduzir a dependência dos Estados Unidos da China no fornecimento de terras-raras e minerais críticos. A declaração foi feita neste sábado, durante a CPAC, em Texas, nos EUA. A fala ocorreu no mesmo evento em que o congressista Eduardo Bolsonaro também estava presente.

Segundo relatos da cobertura, aliados de Lula e figuras da esquerda reagiram nas redes sociais, desconfiando de motivações estratégicas por trás da projeção externa do político. A posição gerou críticas de membros da base governista e de opositores, que questionam o alinhamento com interesses estrangeiros.

Repercussão política

Guilherme Boulos, ministro da Secretaria Geral da Presidência, classificou a fala como grave e disse que Flávio Bolsonaro indicou entregar recursos estratégicos em troca de apoio externo. A avaliação, feita em nota à imprensa, reforça a leitura de risco institucional em declinações de cooperação internacional.

Gleisi Hoffmann, ministra da Secretaria de Relações Institucionais, usou o X para acusar que o grupo visita os EUA fazendo juramentos de subserviência a Donald Trump e disseminando mentiras sobre o Brasil. A mensagem aponta para uma percepção de afrouxamento de soberania diante de aliados estrangeiros.

Lindbergh Farias, deputado federal, declarou que Flávio Bolsonaro atua em favor de interesses externos ao classificar recursos nacionais como ativos disponíveis para o exterior. A fala do parlamentar criticou a postura republicana do senador durante o evento.

José Dirceu, ex-ministro PT, afirmou em redes sociais que a família Bolsonaro busca um projeto de poder com traços autoritários. Segundo Dirceu, o grupo ameaçaria a democracia e alinharia o país a interesses norte-americanos, conforme a leitura publicada.

Dados sobre terras-raras no Brasil

O Brasil abriga a segunda maior reserva mundial de terras-raras, atrás apenas da China, segundo o Serviço Geológico do Brasil. Estima-se que o país detenha aproximadamente 23% das reservas globais desses componentes, usados em smartphones, computadores e veículos elétricos.

Além disso, o Brasil possui cerca de 8% das reservas globais de lítio e domina a produção de nióbio, respondendo por 93,1% do total mundial. Esses minerais são considerados estratégicos para setores industriais, energéticos e de defesa.

Apesar da relevância, as terras-raras estão presentes em concentrações baixas no solo, o que eleva os custos de extração e aumenta a sensibilidade ambiental do processo.

Flávio Bolsonaro tem intensificado agendas internacionais como parte de uma estratégia para ampliar o protagonismo da direita na eleição presidencial de 2026, segundo a leitura de analistas.

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